Professores da Ufersa seguem em greve, na contramão da UFRN e IFRN
Natal, RN 17 de jul 2024

Professores da Ufersa seguem em greve, na contramão da UFRN e IFRN

21 de junho de 2024
4min
Professores da Ufersa seguem em greve, na contramão da UFRN e IFRN
Foto: assessoria Adufersa

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Em assembleia na tarde desta quinta-feira (20), os professores da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa) decidiram manter a greve da categoria. A instituição foi a última no estado a iniciar o movimento paredista, em 4 de junho.

Foram 78 votos favoráveis, 56 contrários e uma abstenção sobre a continuidade da greve nacional docente.  A posição será enviada ao Comando Nacional de Greve do Andes-SN.

A pauta ainda discutiu, dentre outros pontos, a aprovação de nova representação dos docentes da Ufersa no Comando Nacional de Greve; discussão e deliberação sobre Fundo de Greve; e deliberação sobre representação da Adufersa no 67º Conselho do ANDES-SN.

De acordo com Magnus Gonzaga, docente do Departamento de Ciências Humanas do campus Angicos e membro do comando de greve, a permanência na greve traduz o sentimento e a percepção da categoria de que não há razões para sair neste momento. Ele diz que, na última reunião feita com o Ministério da Educação (MEC), não tratou de questões como reajuste salarial e reestruturação da carreira docente. Já na última mesa com o Ministério da Gestão e Inovação (MGI), defende que também não houve avanços.

“Em relação à proposta anteriormente apresentada pelo governo (MGI), principalmente nos itens reajuste salarial e reestruturação da carreira, não há mudanças substanciais a mais oferecidas na mesa de negociação desde que aderimos à greve docente no dia 4 de junho. Quanto à proposta de reajuste, continua 0% para 2024”, aponta.

A paralisação dos docentes é motivada principalmente pela necessidade de avanços nas negociações salariais e na recomposição do orçamento da educação.

UFRN

Na UFRN, a maioria dos professores da UFRN decidiu, por plebiscito, encerrar a greve da categoria que já durava 59 dias, nesta quinta (20). Participaram do plebiscito 1.760 docentes, dos quais 61,48% votaram pelo retorno das atividades, 36,59% pela continuidade do movimento grevista e 1,93% se abstiveram.

Na última terça-feira (18), a diretoria do ADURN-Sindicato já havia se posicionado em nota, orientando a categoria a votar pelo encerramento da paralisação. No documento, a direção do sindicato apontou os motivos pelos quais defendeu esse posicionamento, entre eles: a assinatura do Termo de Acordo pelo PROIFES-Federação, garantindo aos professores e professoras o reajuste linear de 9%, em 2025, e de 3,5%, em 2026, além da reestruturação das carreiras do Magistério Superior e do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT); o reajuste dos valores dos auxílios alimentação, creche e saúde; e o anúncio feito pelo Governo de R$5,5 bilhões para a consolidação e a expansão das universidades e dos hospitais universitários federais.

Nesta sexta-feira (21), diretoria, conselho de representantes e comando de greve do ADURN-Sindicato se reúnem com a reitoria da UFRN para discutir o ajuste do calendário acadêmico. A expectativa é de que as aulas retornem já na segunda-feira (24).

No IFRN, greve também acaba

Em Assembleia Geral realizada nesta quinta-feira (20), os servidores do IFRN representados pelo SINASEFE Seção Natal decidiram aprovar as propostas do governo para a reestruturação das carreiras dos técnico-administrativos (TAE) e Ensino Básico, Técnico, Tecnológico (EBTT). Dos 891 votantes, 528 foram favoráveis à aceitação da proposta, 328 foram contrários e 35 se abstiveram. A categoria condicionou o fim da greve à assinatura do acordo e também apontou que deve constar no documento as propostas que foram apresentadas pelo governo na última mesa, mas não constam ainda no texto enviado pelo Ministério da Gestão e Inovação (MGI). 

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