Professores fazem paralisação em protesto contra “descaso da gestão Paulinho Freire”
Natal, RN 10 de jun 2026

Professores fazem paralisação em protesto contra “descaso da gestão Paulinho Freire”

5 de agosto de 2025
4min
Professores fazem paralisação em protesto contra “descaso da gestão Paulinho Freire”
Fotos: Lenilton Lima / Sinte-RN

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Professores da rede municipal de ensino da capital, liderados pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Rio Grande do Norte (Sinte-RN), realizaram uma paralisação, na manhã desta terça-feira (5), em frente à Prefeitura de Natal. O ato público, segundo a entidade sindical, é em protesto contra “o descaso da gestão Paulinho Freire” com a pauta da categoria.

Além dos professores, trabalhadores de outras categorias, como os servidores da saúde, também participaram do protesto. A mobilização havia sido aprovada em assembleia realizada no último dia 28 de julho no Sinte-RN.

De acordo com o sindicato, a pauta da parada dos educadores municipais inclui a reivindicação de valorização profissional, reposição de perdas salariais, defesa do plano de carreira e da gestão democrática, contra mudanças na matriz curricular com a retirada de professores especialistas dos anos iniciais do ensino fundamental e pela regularização dos repasses de recursos do orçamento municipal às escolas.

Foto: Lenilton Lima / Sinte-RN

O Sinte-RN afirma que não houve avanço nas negociações com a Secretaria Municipal de Educação (SME). A categoria denuncia que as perdas salariais acumuladas chegam a 60%.

De acordo com a entidade sindical, a paralisação também foi deflagrada em razão da não concessão de promoções e progressões previstas no plano de carreira, falta de pagamento do retroativo referente aos meses de janeiro e fevereiro de 2025, atraso no pagamento dos adicionais de tempo de serviço garantidos por lei (quinquênios) e necessidade de revisão da Lei Complementar do Plano de Carreira (nº 241/2024).

Secretaria de Educação disse que recebeu paralisação “com surpresa”

A SME afirmou, em nota, que recebeu a notícia da paralisação dos professores “com surpresa”, alegando que “o diálogo entre a gestão e o sindicato vem sendo mantido de forma constante, respeitosa e transparente”.

A pasta informou que os pontos elencados como justificativa para a paralisação foram debatidos no dia 23 de julho em reunião conjunta com o NatalPrev e representantes do Sinte-RN.

A SME disse que, na ocasião, “destacou que o estudo de impacto financeiro relacionado às promoções e progressões foi finalizado e que o município está acompanhando o comportamento orçamentário-financeiro para garantir segurança na efetivação dos direitos”.

Em relação à reivindicação de instalação da Mesa Permanente de Negociação, ainda segundo a nota da SME, a pasta está “finalizando ajustes na minuta apresentada pelo próprio sindicato e, tão logo esse processo se conclua, o documento será devolvido para análise e deliberação”.

“A SME-Natal reafirma, ainda, o convite já feito ao sindicato para integrar a comissão que irá tratar da gestão democrática, estando esta pasta no aguardo do envio dos nomes de seus representantes”, diz trecho da nota.

O comunicado também ressalta que “os repasses referentes aos Recursos do Orçamento Municipal (ROM) foram iniciados, inclusive com valores pagos na última sexta-feira (1º)”.

SME afirma que valorização profissional é “prática constante da atual gestão”

A nota assegura, ainda, que a “valorização dos profissionais da educação tem sido uma prática constante da atual gestão, refletida em ações concretas que respeitam os direitos da categoria e reforçam o compromisso com uma educação pública de qualidade”.

Para confirmar isso, cita a convocação de 710 novos professores, que foram aprovados no último concurso.

“Além disso, foi concedido em março deste ano o reajuste do piso salarial da categoria e em junho a antecipação da primeira parcela do 13º salário, no percentual de 40%”, acrescenta a nota.

“A Secretaria Municipal de Educação segue aberta ao diálogo construtivo, apostando sempre no caminho da escuta, da negociação e da responsabilidade mútua e reitera o compromisso com a valorização dos educadores e com a construção coletiva de soluções que respeitem a legalidade, a capacidade financeira do município e, sobretudo, o direito dos estudantes a uma educação contínua e eficiente”, completa a pasta.

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