Projeto da UFRN combate resistência bacteriana na atenção primária à saúde
A UFRN lançou, nesta sexta-feira (22), um projeto que pretende combater a resistência bacteriana na atenção primária à saúde do Rio Grande do Norte. Com duração prevista de três anos, a iniciativa vai produzir um modelo sustentável de uso racional de antimicrobianos, capaz de fortalecer a atenção primária à saúde no Estado.
Em evento realizado no auditório de Educação Física da UFRN, os infectologistas da Faculdade de Medicina da USP, Bruno Tavares e Ícaro Boszczowski, apresentaram a pesquisa Estratégia multimodal para melhorar o uso de antimicrobianos e controle de resistência bacteriana na Atenção Primária à Saúde e falaram do panorama da resistência bacteriana no Brasil, destacando desafios, etapas da pesquisa e ações previstas. A USP é parceira da iniciativa.
Além deles, participaram do estudo as pesquisadoras vinculadas ao Grupo de Estudos em Saúde Única do RN, Andreia Ferreira Nery, Marise Reis de Freitas e Cecilia Olivia Paraguai de Oliveira Saraiva.
Formação
Para celebrar o início do projeto, professores da UFRN e da USP realizaram uma formação com a participação de quase 70 profissionais da área, incluindo agentes de saúde, gestores e pesquisadores.
A coordenação no Rio Grande do Norte é de responsabilidade da professora Marise Reis de Freitas.
A iniciativa é coordenada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), com participação do Geasu-RN e do grupo de pesquisa Qualisaúde, integrando a rede internacional CAMO-Net Brasil, que reúne 11 países, como Brasil, África do Sul, Uganda, Índia, Paquistão, Bangladesh e todos países do sul global, com exceção do Reino Unido, responsável pelo financiamento por meio do Wellcome Trust.
Projeto
O projeto inclui três frentes de atuação que contam com a colaboração dos participantes da oficina: Equipe Comunicação, Equipe Mudança de Sistema e Equipe Educação. Essas frentes têm como objetivo desenvolver ações contínuas de solidarização e educação em saúde, fortalecendo tanto o engajamento das equipes quanto da população na prevenção da resistência bacteriana.
O pesquisador Ícaro Boszczowski reforçou a relevância do papel da população nesse processo.
“Uma população bem informada é elemento-chave para o uso seguro dos antibióticos e contribui para o impacto positivo na redução de efeitos colaterais e na resistência bacteriana”, disse.

Com informações da repórter Juliana Estavam / Agecom