Projeto leva tecnologias agroecológicas para famílias do RN
Natal, RN 22 de jul 2026

Projeto leva tecnologias agroecológicas para famílias do RN

29 de setembro de 2025
1min
Projeto leva tecnologias agroecológicas para famílias do RN
Foto: Caio Barbosa/SEAPAC

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Uma iniciativa do Serviço de Apoio aos Projetos Alternativos Comunitários (Seapac) busca fortalecer as famílias do campo e fornecer tecnologias agroecológicas no Semiárido. O projeto, chamado de Ecoando Agroecologia, vai beneficiar 30 famílias em nove municípios do estado: Pau dos Ferros, Encanto, São Miguel, Venha-Ver, Coronel João Pessoa, São Francisco do Oeste, Ipanguaçu, Assú e Carnaubais.

De acordo com o engenheiro agrônomo Fabrício Edino, do Núcleo do Seapac na região do Alto Oeste, o objetivo do projeto é implementar uma estratégia de pensar os sistemas de produção a partir de princípios agroecológicos. Serão três tecnologias sociais: de saneamento e reuso da água, biodigestor e secador solar.

No primeiro caso, a chamada água cinza — aquela usada para lavar louça, roupa ou tomar banho — vai passar por um sistema de tratamento com um decanter gestor com filtro biológico, para poder ser reutilizada, e depois irá a um sistema de bombeamento e uma irrigação por gotejamento.

“A gente vai fazer os sistemas de produção agroecológica, com forragens, com frutíferas, diversificando num sistema agroflorestal para produzir alimento para a família, para os animais e para gerar renda. Essa tecnologia do tratamento de água é um saneamento rural, que envolve a questão da saúde do solo, do meio ambiente, da família, dos pequenos animais”, aponta o engenheiro. 

“Você elimina totalmente aquele esgoto a céu aberto que normalmente tem nas famílias e, além disso, produz a água para irrigar. Uma tecnologia segura também em termos de qualidade de água, de contaminantes. Então ela trata a água com uma eficiência muito boa”, explica o agrônomo.

Já o biodigestor será utilizado a partir dos dejetos dos animais para produzir o gás de cozinha. A ideia é permitir que o gás seja suficiente para uma família de quatro a seis pessoas. 

“Muitas das vezes, pelas experiências que a gente já tem, as famílias compram dois botijões por ano. Então, representa uma economia muito forte. E depois de produzir esse biogás, que vai direto para a unidade familiar, a família também produz um biofertilizante que ajuda no processo de fertilização dos solos, a adubação dos solos para a produção agroecológica”, diz Fabrício Edino.

A terceira e última tecnologia se trata de um secador solar, para secar a forragem, produzir o feno, produzir o farelo para secar sementes, além de secar folhas de plantas medicinais e sementes crioulas das famílias. 

O lançamento do Ecoando Agroecologia ocorreu em 2 de setembro no Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Assú. A seleção e cadastro das 30 famílias deve finalizar até outubro, e a expectativa é que as tecnologias comecem a ser implementadas em novembro. O projeto tem duração de dois anos e recebe apoio do Banco do Nordeste para financiamento.

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