Sidarta Ribeiro, Paulo Betti e Ana Miranda são destaques do Flipipa 2025
De 30 de outubro a 1º de novembro, a Praia da Pipa, em Tibau do Sul (RN), será novamente o palco onde a literatura encontra o mar. A nona edição do Festival Literário da Pipa (Flipipa) celebra o tema “Memória em Movimento”, reunindo escritores, artistas, músicos e pesquisadores de todo o Brasil em uma programação gratuita e diversa.
O evento é uma realização da Fundação Hélio Galvão e do Escritório Candinha Bezerra, com patrocínio de instituições públicas e privadas, e apoio de restaurantes e pousadas locais que se transformam, por três dias, em espaços culturais.
Entre os nomes confirmados estão Sidarta Ribeiro, Paulo Betti, Mário Magalhães, Tiganá Santana, Pedro Luís, Ana Miranda, Eliane Potiguara, Auritha Tabajara, Maria Valéria Rezende, João Almino, Clarice Freire e Geraldo Carneiro, entre muitos outros. O evento também destaca a produção literária potiguar e os romanceiros populares de Tibau do Sul, com mesas literárias, saraus, oficinas e lançamentos de livros distribuídos pela Praça do Pescador, Calígula Restaurante, Athenas Creperia, Pousada Bicho Preguiça, Sun Bay Hotel e Hotel Pipa Lagoa.
A curadoria do festival, assinada por Dácio Galvão, destaca o caráter plural e formativo da edição.
“Essa edição está empenhada na formação e no debate de narrativas literárias compostas pelas vias locais, do romanceiro e da oralidade. Marca ancestralidades indígenas e afrodescendentes, em diálogo criativo com a produção literária contemporânea”, explica o curador.
A Tenda dos Autores, na Praça do Pescador, concentrará grande parte da programação, com mesas literárias, aulas-espetáculo e debates nos três turnos. O festival também mantém a tradicional Feira de Livros, com a presença da Cooperativa Cultural da UFRN, Sebo Vermelho, EDUFRN, Editora IFRN e outras editoras e sebos locais.
O primeiro dia do festival (30) será dedicado aos romanceiros de Tibau do Sul, com apresentações e leituras conduzidas por artistas como Andreia Galvão, Felipe Pereira, Helânio Moreira, Carlos Zens e Chico Bethoven. A noite traz mesas que exploram as narrativas do litoral e do sertão, com Humberto Hermenegildo, Maria Aparecida Rego e Derivaldo Santos, além de encontros sobre mulheridades na literatura contemporânea, com Maria Valéria Rezende, Rejane Souza e Carla Alves.
O dia 31 de outubro começa com o neurocientista Sidarta Ribeiro, autor de O Oráculo da Noite, que participa da mesa “Sonho, telas e memórias”, mediado por Luiz Assunção. No mesmo dia, a escritora e contadora de histórias Auritha Tabajara, pioneira do cordel indígena no Brasil, apresenta “Jurecê chorou na barriga da sua mãe”, na Escola Domitila Castelo. A programação também inclui Eliane Potiguara, uma das vozes mais importantes da literatura indígena, e o jornalista Mário Magalhães, autor da biografia Marighella.
Vozes femininas
O encerramento, no dia 1º de novembro, será marcado pela presença de autoras potiguares e coletivos femininos. A mesa “Cordelutas: Mulheres que andam com cordéis” reúne nomes como Adélia Costa, Célia Bombom, Fátima Régis e Ester Havenna. Na sequência, “O grão de si e de cada uma” discute a trajetória e visibilidade das romancistas do RN, com Diva Cunha, Ana Cláudia Trigueiro e Conceição Flores.
O dia ainda contará com o Sarau das Manas, do grupo Mulherio das Letras Nísia Floresta, e debates com Cid Campos, Geraldo Carneiro e Tiganá Santana, que encerram o festival com música, poesia e ancestralidade.
A escritora Ana Miranda, uma das grandes atrações do Flipipa 2025, celebrou seu retorno ao evento:
“Eu estou felicíssima de voltar à Flipipa, que é uma festa literária muito linda e importante. E num lugar maravilhoso, a Praia de Pipa. É uma cidade alegre, cheia de ofertas culturais e culinárias, diante de uma praia belíssima. No dia 31 de outubro, à noite, vou conversar sobre literatura, memória e meu último livro que é muito relacionado ao sonho e ao inconsciente. Vai ser uma alegria encontrar vocês nesse lugar tão deslumbrante.”
Cinema ambiental e oficinas
A programação inclui ainda a Mostra de Cinema Ambiental, nos dias 30 e 31 de outubro, no Parque Mata da Pipa, com exibição dos filmes Mukunã – Aprendiz de Pajé (Rodrigo Sena), Akaîutĩ (Kaline Cassiano, JP Mello e Sylara Silvério) e Diálogos Indígenas do Nosso Tempo (Gustavo Guedes).
No mesmo espaço, o cineasta Vandré Arcanjo ministra a oficina Introdução ao Audiovisual com Celular, voltada para estudantes de escolas públicas.
O Flipipa 2025 é uma produção da Fundação Hélio Galvão e do Escritório Candinha Bezerra, com patrocínio da Prefeitura de Tibau do Sul, Governo do RN, Fundação José Augusto, Idema, Banco do Nordeste, Fecomércio/SESC, Fiern/Sesi, Sebrae, Emprotur, Assembleia Legislativa e Preserve Pipa.
O evento conta ainda com apoio da Athenas Turismo, Pipa Lagoa, Sun Bay, Bicho Preguiça, Calígula Restaurante, Macoco Cozinha Artesanal e Athenas Creperia.
Confira a programação:
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