Marca de bolsas de crochê do RN faz primeira exportação para a Inglaterra
Natal, RN 26 de jul 2026

Marca de bolsas de crochê do RN faz primeira exportação para a Inglaterra

26 de julho de 2026
6min
Marca de bolsas de crochê do RN faz primeira exportação para a Inglaterra

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Bolsas de crochê criadas e produzidas no Rio Grande do Norte chegaram pela primeira vez ao mercado inglês. A Arrocho concluiu sua estreia no comércio exterior com o envio de 24 peças para a Inglaterra, abrindo uma nova etapa para a marca potiguar de moda autoral.

A operação foi realizada com o acompanhamento do RN + Exportação, programa desenvolvido pelo Sebrae-RN em parceria com o Governo do Estado. Criada em outubro de 2025, a iniciativa prepara pequenos negócios potiguares interessados em vender para outros países e diversificar os mercados alcançados por seus produtos.

Produzidas artesanalmente, as bolsas combinam crochê, desenho contemporâneo e materiais como ráfia sustentável e fios texturizados. A própria marca resume essa identidade no Instagram, onde se apresenta como criadora de “peças feitas à mão no Nordeste do Brasil” e define seu trabalho como “crochê contemporâneo”.

Gabriela Felix e Rejane Nicolau

A entrada no mercado britânico exigiu uma preparação que começou antes do envio da encomenda. A Arrocho recebeu orientação para calcular os preços internacionais, adequar as etiquetas, reunir a documentação, emitir a nota fiscal, abrir uma conta global para receber o pagamento e definir o frete.

O acompanhamento chegou até a postagem das peças nos Correios. A exportação tornou-se a primeira operação internacional concluída por uma empresa atendida pelo RN + Exportação desde a criação do programa.

Para o gerente de Negócios e Inovação do Sebrae-RN, David Góis, a experiência mostra que o comércio exterior também pode entrar nos planos de empresas de pequeno porte quando o processo recebe preparação técnica.

“A exportação costuma parecer um processo complexo para quem nunca vendeu para fora do país. O papel do RN + Exportação é justamente reduzir essa distância, oferecendo orientação técnica em cada etapa da jornada”, afirmou David Góis em declaração publicada no site do Sebrae-RN.

Segundo o gestor, a primeira venda da Arrocho comprova que pequenos negócios podem competir internacionalmente quando contam com planeamento e acompanhamento especializado. Ele também espera que o resultado estimule outras empresas potiguares a considerar a exportação como uma possibilidade concreta de crescimento.

O RN + Exportação reúne consultorias especializadas e ações de inteligência de mercado. O programa procura ampliar a participação das empresas do estado no comércio exterior, reduzir a concentração em mercados tradicionais e abrir novas possibilidades para micro e pequenos negócios.

Na Arrocho, a estreia internacional representa também a expansão de uma produção familiar. As coleções são assinadas desde 2022 pela designer Gabriela Felix e desenvolvidas em crochê por sua mãe, Rejane Nicolau.

A marca produz bolsas casuais, shoulder bags e clutches com técnicas artesanais, fichas técnicas detalhadas e controlo de qualidade. O processo incorpora ainda fios biodegradáveis, materiais reciclados e práticas destinadas à redução de resíduos.

A chegada das peças à Inglaterra confirma, para Gabriela, o potencial comercial de um produto concebido e fabricado no Rio Grande do Norte. A exportação leva ao exterior uma combinação de trabalho manual, identidade regional e design autoral.

“O apoio técnico recebido por meio do RN + Exportação foi determinante para transformar uma oportunidade de negócio em uma venda internacional”, afirmou a fundadora e diretora criativa.

De acordo com Gabriela, o acompanhamento trouxe segurança para conduzir a documentação, a definição dos preços e a logística. Com a operação concluída, a empresa pretende fortalecer sua presença no Reino Unido e já avalia oportunidades em outros mercados, entre eles a França.

A primeira encomenda enviada à Inglaterra coloca o crochê potiguar numa rota internacional e abre uma nova frente para o trabalho desenvolvido por Gabriela e Rejane. Cada bolsa leva consigo uma produção construída à mão no Rio Grande do Norte, agora apresentada a consumidores do outro lado do Atlântico.

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