Mesmo cortejado pelo PT, PSOL seguirá com chapa própria no RN
Apesar dos acenos da presidente estadual do PT, Samanda Alves, e da corrente Articulação de Esquerda, integrada pela deputada federal Natália Bonavides e pelo vereador Daniel Valença, o PSOL decidiu manter chapa própria no Rio Grande do Norte. O partido terá candidato ao Governo e às duas vagas ao Senado. Também definiu, na última segunda-feira (13), o nome para vice-governadora.
As informações foram confirmadas pelo presidente estadual do PSOL, Sandro Pimentel, à reportagem. A sigla já havia indicado a pré-candidatura de Robério Paulino para governador, e do próprio Sandro e da médica Sônia Godeiro ao Senado. A novidade foi a escolha da assistente social Lenny Grilo para ser a companheira de chapa de Paulino, na condição de pré-candidata a vice.
“Essas decisões, tomadas em reuniões do diretório do Psol/RN, não encerraram os diálogos com os partidos progressistas do estado. Trata-se de algo normal, democrático e que sempre foi feito pelo partido, independentemente de processos eleitorais”, aponta Sandro Pimentel.
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Nesta segunda (13), a Articulação de Esquerda do PT defendeu em nota que o pré-candidato ao Senado Rafael Motta (PDT) seja substituído por um nome do PSOL na disputa ao Senado. O grupo também defendeu que a vaga de vice-governador de Cadu Xavier (PT) — ainda em aberto — seja ocupada por uma mulher com “perfil de esquerda”.
“Nesse cenário, com relação à nota pública da corrente Articulação de Esquerda, do PT/RN, fica a gratidão e alegria pela consideração que o grupo expressa para com o nosso partido”, disse Pimentel.
“Temos certeza de que, para combater politicamente os projetos de retrocesso da direita e extrema direita no Brasil, se faz necessária a unidade das forças progressistas que respeitam e defendem os direitos dos que mais necessitam”, comentou o dirigente psolista.
Acenos petistas
Em 29 de junho, PT e PSOL se reuniram após o envio de uma carta assinada por Samanda Alves ao Diretório Estadual do PSOL, reafirmando a disposição do partido de aprofundar o diálogo entre as duas legendas. O documento também destacou a parceria construída entre as duas siglas no cenário nacional e defendeu a união das forças democráticas em 2026.
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Já na nota da AE, o grupo de Natália Bonavides e Daniel Valença afirma que “uma campanha mobilizada precisa ser capaz de engajar a militância e a nossa base social em torno de um projeto de país e de RN e das candidaturas que defendem esse projeto de forma coerente e permanente”.
Segundo a organização, a unificação da esquerda seria importante para consolidar o palanque de Lula no estado e garantir vitórias estaduais para o governo e Senado. O grupo defende que seja adotado um programa de governo alinhado com os movimentos sociais, e que as candidaturas majoritárias expressem esse perfil.
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“Considerando esse cenário, apresentamos ao Partido a posição de que o Psol deve ser convidado a ocupar a segunda vaga ao Senado, garantindo que a nossa base social tenha a opção de votar nos dois votos para o Senado de forma casada e identificada com um projeto popular para o RN, comprometido com a defesa do legado do governo da professora Fátima e com o projeto de Cadu governador, bem como fiel ao presidente Lula e ao projeto local e nacional da esquerda. Também defendemos que a vice-candidatura ao governo tenha um perfil de esquerda/progressista, que seja preferencialmente uma mulher e que tenha relação com movimentos populares. É imprescindível que a classe trabalhadora se identifique com a nossa chapa e o nosso programa”, diz a nota da Articulação de Esquerda.
Confira a nota na íntegra:
A eleição de 2026 será uma batalha duríssima em defesa de um Brasil soberano, desenvolvido, livre e justo. Essa batalha será travada nacionalmente através da campanha Lula presidente, prioridade máxima do Partido dos Trabalhadores.
Em cada estado do país, o PT tem a tarefa de fazer uma campanha mobilizadora, politizada e que coloque em primeiro lugar a defesa do nosso projeto político. O desafio de fazer isso em tempos de algoritmos favoráveis à direita e em um ambiente de desmobilização será imenso.
Por isso, entendemos que uma campanha mobilizada precisa ser capaz de engajar a militância e a nossa base social em torno de um projeto de país e de RN e das candidaturas que defendem esse projeto de forma coerente e permanente.
No RN, temos um cenário melhor que em boa parte do país. Aqui poderemos votar 13 em todos os cargos em disputa, de governador à deputado estadual, e entendemos que essa é uma tática que ajuda a mobilização que precisamos para a campanha ser vitoriosa.
É nesse espírito que achamos que a unificação da esquerda é importante para a consolidação do palanque que pode ampliar a vitória do presidente Lula no RN e garantir vitórias estaduais para o governo e Senado. Além disso, devemos nos debruçar para apresentar um Programa de Governo que seja construído a partir do diálogo com os movimentos sociais, com as secretarias e setoriais do nosso partido e ouvindo a classe trabalhadora do RN. Isso implica envolver cada vez mais nossas candidaturas majoritárias em agendas que tenham esse perfil.
Considerando esse cenário, apresentamos ao Partido a posição de que o Psol deve ser convidado a ocupar a segunda vaga ao Senado, garantindo que a nossa base social tenha a opção de votar nos dois votos para o Senado de forma casada e identificada com um projeto popular para o RN, comprometido com a defesa do legado do governo da professora Fátima e com o projeto de Cadu governador, bem como fiel ao presidente Lula e ao projeto local e nacional da esquerda. Também defendemos que a vice-candidatura ao governo tenha um perfil de esquerda/progressista, que seja preferencialmente uma mulher e que tenha relação com movimentos populares. É imprescindível que a classe trabalhadora se identifique com a nossa chapa e o nosso programa.
Não mediremos esforços para eleger Lula, Cadu, Samanda, nossa bancada de deputados e deputadas e assegurar que a vitória seja além de eleitoral, política. É hora de alterar a correlação de forças no país!
Em tempos de guerra, a esperança é vermelha! Venceremos!
Natal, 13 de julho de 2026