“Vou trabalhar pela vitória de Cadu Xavier”, afirma Fátima ao defender continuidade do projeto político no RN
A frase que encerrou a entrevista da governadora Fátima Bezerra (PT) em Pau dos Ferros nesta sexta-feira (10) antecipou o tom que deve marcar sua participação na eleição de 2026: “Vou trabalhar pela vitória de Cadu Xavier”. Ao declarar que pretende percorrer o Rio Grande do Norte para defender o nome do ex-secretário da Fazenda, a governadora assumiu publicamente o papel de principal liderança política na construção da sucessão estadual.
A declaração foi dada após uma longa conversa em que Fátima revisitou a própria trajetória, relembrou as dificuldades enfrentadas na infância, a militância em defesa da educação e fez um balanço das ações do governo. No encerramento, a governadora apresentou Cadu Xavier como o nome capaz de dar continuidade ao projeto iniciado em sua gestão e avançar nas políticas públicas desenvolvidas nos últimos anos.
Ex-secretário de Estado da Fazenda, Cadu deixou o cargo para se desincompatibilizar e disputar o Governo do Rio Grande do Norte. Segundo Fátima, a escolha está relacionada à experiência acumulada por ele dentro da administração estadual e ao conhecimento dos desafios do Estado.
“Ele vai pegar um Estado já posicionado”, afirmou a governadora, ao defender que Cadu não representa apenas a continuidade de uma gestão, mas a possibilidade de ampliar ações e enfrentar novos desafios.
Experiência na gestão
Na entrevista, Fátima destacou a atuação de Cadu Xavier na área econômica, citando a participação dele na condução de políticas de incentivo fiscal e na organização das contas públicas estaduais.
Segundo a governadora, Cadu teve papel importante na modernização da política de incentivos do Estado, com destaque para o Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial do Rio Grande do Norte (Proedi), além de outras iniciativas voltadas para atração de investimentos.
“Ele deu demonstração de competência, de lealdade, de honestidade, de talento”, afirmou Fátima, ao justificar a escolha do ex-secretário para representar o projeto político do grupo governista.
A governadora também associou a atuação de Cadu a medidas adotadas pela administração estadual em áreas como recuperação da infraestrutura, investimentos em educação e manutenção do pagamento dos servidores públicos.
”Não é continuidade pela continuidade”
Ao defender a candidatura, Fátima afirmou que o projeto apresentado por Cadu não deve ser interpretado apenas como uma sequência do atual governo, mas como uma proposta de avanço a partir das ações realizadas nos últimos anos.
“Cadu representa a inovação. Cadu representa a continuidade, mas não é a continuidade pela continuidade. É a continuidade de um projeto para fazer muito mais, para avançar muito mais”, declarou.
A governadora disse ainda acreditar que o ex-secretário tem condições de disputar o segundo turno das eleições e vencer o pleito. “Eu não tenho nenhuma dúvida de que Cadu está mais do que preparado para ser o melhor governador do Estado do Rio Grande do Norte”, afirmou.
Trajetória e memória como argumento político
Antes de falar diretamente sobre a sucessão estadual, Fátima resgatou momentos da própria trajetória, relacionando sua origem humilde e sua experiência como sobrevivente da seca com a decisão de entrar na política.
A governadora lembrou dificuldades vividas na infância, a mudança da Paraíba para Natal em busca de oportunidades de estudo e a atuação no movimento sindical e na defesa da educação pública.
“Eu acho que o impulso maior vem da nossa própria origem”, afirmou. Segundo ela, sua atuação política nasceu da vivência com desigualdades e da defesa de políticas públicas capazes de transformar a vida das pessoas.
Esse resgate da trajetória pessoal foi utilizado pela governadora para reforçar a ideia de que seu projeto político está ligado a uma história de luta social, educação e inclusão.
Disputa de 2026
Durante a entrevista, Fátima também antecipou o tom que pretende adotar na eleição do próximo ano. Ela afirmou que o debate será entre projetos distintos para o Rio Grande do Norte e criticou candidaturas que, segundo ela, representam a extrema-direita e grupos tradicionais da política estadual.
Sem citar nomes diretamente em todos os momentos, a governadora defendeu que o eleitor potiguar escolha um caminho de continuidade das políticas desenvolvidas pelos governos do PT no Estado e em parceria com o governo federal.
Ao finalizar sua participação, Fátima afirmou que pretende percorrer o Rio Grande do Norte para defender o nome de Cadu Xavier.
“Eu vou sim, sem dúvida nenhuma, olhar nos olhos do povo do Rio Grande do Norte e vou trabalhar pela vitória de Cadu Xavier”, declarou.
Samanda Alves e a renovação no Senado
Ao defender a construção da chapa para 2026, Fátima Bezerra também destacou o nome de Samanda Alves, presidente estadual do PT e vereadora de Natal, como representante do projeto político no Senado Federal.
A governadora afirmou que a escolha de Samanda representa uma renovação geracional, mas associada, segundo ela, à experiência acumulada na militância política e partidária.
“Além da renovação, que isso é bom, da renovação geracional, mas com sabedoria, com maturidade e, sobretudo, com muita integridade”, declarou Fátima ao defender a candidatura.
Na entrevista, a governadora lembrou que Samanda acompanha sua trajetória política desde os primeiros mandatos e afirmou que ela reúne condições para representar o Rio Grande do Norte no Senado.
A declaração também reforça a estratégia do grupo governista para 2026: apresentar uma chapa alinhada ao projeto político do PT, com Cadu Xavier na disputa pelo Governo do Estado e Samanda Alves como uma das candidatas ao Senado.
”Nome e endereço” para 2026
Ao encerrar a entrevista, Fátima Bezerra resumiu a estratégia política que pretende levar para a disputa de 2026. Para a governadora, a eleição será também uma escolha entre projetos com nomes definidos.
“O time do Lula tem endereço e tem cara”, afirmou, ao citar Cadu Xavier para o Governo do Estado, Samanda Alves e Rafael Motta para o Senado, além das candidaturas proporcionais que deverão compor a aliança.
A declaração reforça a tentativa da governadora de apresentar a eleição como uma continuidade de um campo político construído ao longo dos últimos anos, com a defesa da parceria entre os governos estadual e federal.
Segundo Fátima, a participação do eleitor potiguar será decisiva para definir se o Estado seguirá avançando nas políticas implementadas pela atual gestão ou tomará outro caminho.