Marcha Mundial das Mulheres vai reunir mil feministas em Natal
Natal, RN 5 de jun 2026

Marcha Mundial das Mulheres vai reunir mil feministas em Natal

22 de junho de 2024
3min
Marcha Mundial das Mulheres vai reunir mil feministas em Natal
Foto: divulgação

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A Marcha Mundial das Mulheres (MMM), movimento feminista presente em 20 estados brasileiros e em cinco continentes do mundo, se prepara para o seu 3º Encontro Nacional, que acontece de 6 a 9 de julho em Natal. O evento tem a expectativa de reunir mil militantes.

O encontro vai homenagear Nalu Faria, fundadora e dirigente feminista, socialista e uma das principais articuladoras para a construção da MMM, que morreu em outubro do ano passado aos 64 anos.

O 3º Encontro Nacional será dividido em três eixos principais: leitura da conjuntura, construção de alternativas e organicidade. Nos 20 estados onde o movimento se organiza, estão sendo realizados encontros de formação e preparação, com rodas de conversa, mutirões, debates, feiras e a batucada.

“O encontro vai acontecer em um momento importante da conjuntura nacional e internacional porque a gente percebe uma mudança nessa tensão de conjunturas”, define Adriana Vieira, da coordenação nacional da Marcha Mundial das Mulheres e militante do movimento no Rio Grande do Norte.

“Precisamos nos manter nas ruas porque a luta não para. São mil mulheres vindas de todo o Brasil e também com uma representação internacional, demonstrando a força que nós temos. Enquanto movimento, nós temos muito a construir e colaborar para mudar o mundo e a vida das mulheres”, afirma.

No evento que se aproxima, o movimento busca alternativas para pensar um novo panorama e retomar o debate sobre estratégias diante do que considera uma ofensiva conservadora que se apresenta em crescimento no Brasil e no mundo. 

“No continente, a ascensão das lutas populares e as experiências de governos populares enfrentam uma violenta reação pela extrema direita. No Brasil, essa reação neoliberal e conservadora foi materializada no golpe que depôs nossa primeira presidenta mulher Dilma Rousseff em 2016, na prisão de Lula e na eleição de Bolsonaro em 2018. Em 2022, o povo brasileiro foi vitorioso nas urnas e elegeu Lula novamente. Ainda assim, as contradições são muitas e a extrema direita segue mobilizada na sociedade, no parlamento e em governos municipais e estaduais para solapar as possibilidades de transformações”, diz trecho de material divulgado pelo grupo.

O encontro, ainda, é parte da construção da 6ª Ação Internacional da MMM, que acontecerá em 2025, com o lema “Seguiremos em Marcha contra as guerras e o capital, por soberanias populares e bem viver”.

Histórico

Os outros encontros nacionais aconteceram respectivamente em Belo Horizonte (2006) e São Paulo (2013). Os encontros nacionais da MMM são importantes para debater e aprofundar os campos de ação do movimento frente aos desafios da conjuntura, como nas edições anteriores: o debate do salário mínimo, a soberania alimentar, luta antirracista, porcorpos e sexualidades livres, educação não sexista, além da solidariedade feminista internacional entre os povos.

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