Festival MADA celebra diversidade musical, de gênero e raça
Natal, RN 4 de jun 2026

Festival MADA celebra diversidade musical, de gênero e raça

21 de outubro de 2024
4min
Festival MADA celebra diversidade musical, de gênero e raça

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Alimentar a musicalidade da alma. Esse foi o objetivo do Festival MADA, que retornou a capital potiguar no último fim de semana, com ritmos e emoções para todos os públicos. O evento – que ocupou as noites de sexta (18) e sábado (19) – mostrou porque carrega o título de maior festival de Natal, com noites de shows marcantes.

Além de uma line up diversificada, com apresentações de artistas potiguares e nacionais, o festival oferecia uma experiência completa ao público, com algumas novidades neste ano. Um exemplo disso foi a área de descanso, conhecida como redário, para dar uma pausa entre as atrações. 

Na noite da sexta-feira houve espaço para o rock de Pitty, para o samba envolvente de Xande de Pilares, pro rap de BK e para os setlists de Badsista, Ramemes e Miss Tacacá, que fecharam o primeiro do festival com chave de ouro. Já o segundo dia foi marcado pelo melhor do rap nacional, com shows de Duquesa, FBC, Djonga e Ebony – que esteve em Natal pela primeira vez no MADA.

Ebony realiza seu primeiro show em Natal no Festival MADA. Foto: Victor Amorim.

Em entrevista para a Agência Saiba Mais, Ebony destaca a importância de realizar shows em cidades fora do eixo sul-sudeste. “Acho que a gente tá fazendo agora, não só eu, mas todas as mulheres do rap é realmente uma tomada cultural, é um momento que vai marcar a história da música no Brasil. Então, estar aqui hoje representando esse momento também, fazendo parte disso, é uma honra pra mim, porque é isso, eu sou parte de algo muito maior”, afirma a rapper.

Ebony é uma das artistas negras que compôs a lista de atrações do festival, que intencionalmente ou não, aumentou a representatividade negra no palco. Além dos artistas negros mencionados, o MADA também trouxe Baiana System – show quase que obrigatório nas edições do festival. 

Também foi feito no festival o lançamento de novos artistas, como por exemplo, Cami Santz, cantora potiguar que lançou recentemente os primeiros singles da sua carreira. Para ela, a música também é economia e emprego, e o MADA exerce uma função importante nesse quesito. 

“Quando você é uma artista independente, tem que ter muita força de vontade pra não desistir com tantos obstáculos que a gente enfrenta. Acredito que a gente vai ganhar esse espaço e, quando o MADA vem e faz esse convite, a gente sabe que tá no caminho certo. A gente sabe que está sendo valorizado, visto com o nosso trabalho”, comenta Cami. 

Cami Santz realizou o lançamento dos seus primeiros singles esse ano. Foto: Daniel Reis.

Além de Cami Santz, outros artistas potiguares realizaram shows no fim de semana, entre eles a banda Gracinhais – que já havia se apresentado na edição passada, mas dessa vez, com um álbum lançado – e o grupo Tajma House, que já atua na capital agitando a noites boêmias na Ribeira. 


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