Vila em Movimento pede que Justiça Federal fiscalize engorda de Ponta Negra
Natal, RN 5 de jun 2026

Vila em Movimento pede que Justiça Federal fiscalize engorda de Ponta Negra

13 de novembro de 2024
3min
Vila em Movimento pede que Justiça Federal fiscalize engorda de Ponta Negra
Foto: Tiago Lincka

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O Fórum Vila em Movimento, formado pelos moradores de Ponta Negra, artistas, intelectuais, instituições governamentais e Organizações Não Governamentais (ONGs), emitiu uma nota de apoio à atuação do Ministério Público Federal (MPF) no processo da engorda da praia de Ponta Negra. No texto, publicado nas redes sociais, o coletivo faz um histórico sobre as discussões a respeito da obra, cita o “desrespeito à legislação ambiental” e denuncia a “violação aos direitos humanos e à natureza”.

O MPF, em ação protocolada no final de outubro, pediu a suspensão do acordo que transferiu do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) a fiscalização do aterro hidráulico, popularmente conhecido como “engorda” de Ponta Negra.

O objetivo da ação, segundo o MPF, “é que o Ibama retome a responsabilidade sobre o licenciamento para evitar riscos ainda maiores ao meio ambiente e também ao resultado final da obra”.

“A engorda vem ocorrendo, atualmente, com a utilização de areia retirada de uma jazida que não passou pelo devido licenciamento e cuja extração não se encontra, no momento, sob fiscalização e controle de qualquer órgão ambiental”, diz trecho da ação.

Na nota do Fórum Vila em Movimento, o coletivo destaca que “os moradores e trabalhadores de Ponta Negra têm ciência da necessidade de que providências precisam ser tomadas quanto ao intenso processo erosivo que sofre a praia, pois acompanham essa discussão desde 2012, quando o mar avançou e derrubou parte da obra do calçadão e estruturas urbanas ali existentes”.

O texto observa que, já naquele tempo, diversas entidades “alertaram a gestão municipal sobre o equívoco da opção pelo enrocamento [colocação de pedras para impedir o avanço da maré]”, mas os alertas foram ignorados pela gestão municipal.

“Em pouco tempo, ficou evidente que o erro municipal na opção do enrocamento: não só não resolveu o problema, como trouxe muitos outros, inclusive de saúde pública, como a proliferação de ratos”, diz a nota.

O Fórum Vila em Movimento destacou que a discussão sobre a necessidade ou não da obra da engorda seguiu na pauta ao longo dos últimos 12 anos em Natal, mas “o município continuou ignorando e se recusando a tratar do assunto com a coletividade”.

A Prefeitura de Natal, depois de passar anos ignorando o problema, iniciou a obra graças a um mandado de segurança que obrigou o Idema a conceder a licença de instalação, mesmo sem que todos os estudos ambientais tivessem sido apresentados. Além disso, o órgão estadual também foi impedido de fiscalizar a obra, novamente devido a outro mandado de segurança obtido pelo Executivo Municipal.

O Fórum Vila em Movimento finaliza a nota dizendo esperar que o “Poder Judiciário, através da Justiça Federal, não seja indiferente às violações e danos flagrantes sofridos pela comunidade e pelo meio ambiente”.

Leia a íntegra da nota AQUI.

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