Governo do RN depende de repasse do Governo Federal para pagar 13º dos servidores
Natal, RN 10 de jun 2026

Governo do RN depende de repasse do Governo Federal para pagar 13º dos servidores

26 de novembro de 2024
3min
Governo do RN depende de repasse do Governo Federal para pagar 13º dos servidores
Foto: reprodução

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O secretário estadual da Administração, Pedro Lopes, em postagem numa rede social, anunciou que o Governo do Estado “depende de recursos federais para pagar p 13º de 2024”. Ele acrescentou que, em virtude disso, “o calendário [de pagamento] somente será anunciado quando houver a confirmação dos depósitos dos recursos extraordinários”.

Pedro Lopes assegurou que “há garantia do governo federal” de que o repasse extraordinário será feito, não existindo, segundo ele, risco de não pagamento do 13º aos servidores do RN.

“Isso já está negociado, mas só vamos conseguir pagar porque o governo federal vai ajudar, como aconteceu também no ano passado”, disse.

Em entrevista no início do mês, o secretário da Fazenda do RN, Carlos Eduardo Xavier, já havia afirmado que o governo federal faria um repasse de R$ 600 milhões para permiti o pagamento do 13º salário dos servidores públicos estaduais.

O secretário disse que a governadora anunciará como vai ser o pagamento até o início de dezembro, acrescentando que o estado não tem condições de honrar o compromisso este ano com a alíquota de 18% do Imposto Sobre Comércio de Bens e Serviços (ICMS).

Pedro Lopes argumentou no mesmo sentido, afirmando que a situação chegou a esse ponto devido à redução da alíquota modal do ICMS, atualmente fixada em 18%. O Governo do Estado enviou, no início do mês, um projeto de lei à Assembleia Legislativa para aumentar o imposto para 20%.

O projeto já foi aprovado por unanimidade na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e a previsão é que seja votado na quarta-feira (27) na Comissão de Finanças (CF). A votação no Plenário da Assembleia Legislativa está previsto para o dia 11 de dezembro.

No texto postado nas redes sociais, Pedro Lopes afirmou que a atual alíquota de 18% “não é suficiente para cumprir suas obrigações com pessoal”. “Inclusive, não se consegue sequer cumprir os compromissos com fornecedores. Investimentos só se consegue executar com recursos federais ou empréstimos”, completou.

O secretário responsabilizou os deputados estaduais e as “representações classistas empresariais” pelo “dano causado às finanças do RN” com a aprovação da redução do ICMS no final de 2023.

“Conseguiram reduzir esta importante receita própria do estado sob o argumento que os preços dos produtos reduziriam e a arrecadação se manteria estável. Erraram todos os prognósticos”, destacou.

Ele conclamou os servidores públicos, trabalhadores terceirizados e a sociedade civil a se mobilizarem “em favor da recuperação das finanças do RN”, numa alusão à votação do projeto de lei do aumento da alíquota do ICMS na Assembleia Legislativa.

O secretário disse, ainda, que é necessário “atuar contra os oposicionistas”, acusando os parlamentares contrários ao Governo do Estado de atuarem “com propósito meramente político”, adotando uma postura de “quanto pior, melhor”, com o objetivo de desgastar a atual gestão visando as eleições de 2026.

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