RN registra menor nível de insegurança alimentar da região Nordeste, aponta IBGE
Natal, RN 27 de jul 2026

RN registra menor nível de insegurança alimentar da região Nordeste, aponta IBGE

10 de outubro de 2025
4min
RN registra menor nível de insegurança alimentar da região Nordeste, aponta IBGE
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O Rio Grande do Norte manteve o menor índice de insegurança alimentar entre os estados do Nordeste, segundo dados do módulo Segurança Alimentar da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o estudo, a insegurança alimentar atingiu 29,4% dos domicílios do Rio Grande do Norte em 2024. O índice representa uma queda de 8,7 pontos percentuais em relação a 2023, quando o percentual de residências potiguares que conviviam com algum grau de insegurança alimentar era de 33,7%.

Apesar da melhora, o percentual ainda está acima da média nacional, estimada em 24,2%. O levantamento mostra que 371 mil lares potiguares tiveram, no último ano, ao menos uma pessoa com percepção de insegurança quanto ao acesso à alimentação – leve, moderada ou grave – com base na Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA).

“A EBIA permite identificar e classificar a percepção da família sobre a segurança alimentar e nutricional em suas experiências cotidianas”, explica a analista do IBGE, Maria Lúcia Vieira.

Do total de lares potiguares, 19,3%, o equivalente a 243 mil domicílios do RN, estavam em situação de insegurança alimentar leve no ano passado – casos em que há preocupação com o acesso futuro aos alimentos ou substituição por produtos de menor qualidade. A média nordestina ficou em 22,5%.

Outros 6,3% vivem em insegurança moderada, quando ocorre redução efetiva da quantidade de comida entre os adultos da casa. O índice ficou também ficou abaixo da média regional, que foi de 7,5%.

Já a insegurança grave, quando a fome é uma realidade, afeta 3,9% dos domicílios, cerca de 49 mil residências em todo o Rio Grande do Norte – novamente, abaixo da média regional (4,8%).

O Piauí lidera o ranking regional, com 39,3% dos domicílios em situação de insegurança alimentar, seguido por Maranhão (35,2%), Alagoas (35%) e Sergipe (35%).

Fome recua em todos os estados nordestinos

O IBGE observa que houve recuo em todos os estados nordestinos, acompanhando a tendência nacional. A região, no entanto, permanece com o segundo maior índice de insegurança alimentar do país nos três níveis (leve, moderada e grave), com 34,8%, atrás apenas do Norte (37,7%).

Entre as demais grandes regiões, a insegurança alimentar chegou a 20,5% dos domicílios do Centro-Oeste, 19,6% do Sudeste e 13,5% do Sul.

A taxa de insegurança alimentar grave do Norte foi de 6,3%, enquanto a do Nordeste ficou em 4,8%. O Sul foi a região com a menor proporção de domicílios em insegurança alimentar grave, com 1,7%, seguido do Sudeste (2,3%) e do Centro-Oeste (2,8%).

No Brasil, mais de dois milhões de lares saem da insegurança alimentar em 2024

Em nível nacional, a pesquisa indica que mais de dois milhões de lares brasileiros deixaram a insegurança alimentar em 2024.

O estudo, realizado em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), mostra avanço na segurança alimentar em todas as grandes regiões, embora persistam desigualdades entre Norte e Nordeste em comparação ao Sul e Sudeste.

De acordo com os dados nacionais, a proporção de domicílios em insegurança alimentar grave caiu de 4,1% em 2023 para 3,2% em 2024. Neste período, a proporção de domicílios com algum grau de insegurança alimentar no país recuou de 27,6% para 24,2%.

A insegurança alimentar leve teve queda de 18,2% para 16,4%; a moderada recuou de 5,3% para 4,5%, enquanto a grave diminuiu de 4,1% para 3,2%.

Houve redução da fome nas áreas rurais e urbanas e em todas as regiões do país. Além disso, os outros dois níveis de insegurança alimentar – leve e moderada – também apresentaram redução.

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