Mesmo cortejado pelo PT, PSOL seguirá com chapa própria no RN
Natal, RN 15 de jul 2026

Mesmo cortejado pelo PT, PSOL seguirá com chapa própria no RN

15 de julho de 2026
4min
Mesmo cortejado pelo PT, PSOL seguirá com chapa própria no RN
Chapa será formada por Robério Paulino (Governo), Sandro Pimentel e Sônia Godeiro (Senado) - Fotos: Elpídio Júnior/CMN e João Gilberto/ALRN

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Apesar dos acenos da presidente estadual do PT, Samanda Alves, e da corrente Articulação de Esquerda, integrada pela deputada federal Natália Bonavides e pelo vereador Daniel Valença, o PSOL decidiu manter chapa própria no Rio Grande do Norte. O partido terá candidato ao Governo e às duas vagas ao Senado. Também definiu, na última segunda-feira (13), o nome para vice-governadora.

As informações foram confirmadas pelo presidente estadual do PSOL, Sandro Pimentel, à reportagem. A sigla já havia indicado a pré-candidatura de Robério Paulino para governador, e do próprio Sandro e da médica Sônia Godeiro ao Senado. A novidade foi a escolha da assistente social Lenny Grilo para ser a companheira de chapa de Paulino, na condição de pré-candidata a vice. 

“Essas decisões, tomadas em reuniões do diretório do Psol/RN, não encerraram os diálogos com os partidos progressistas do estado. Trata-se de algo normal, democrático e que sempre foi feito pelo partido, independentemente de processos eleitorais”, aponta Sandro Pimentel.

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Nesta segunda (13), a Articulação de Esquerda do PT defendeu em nota que o pré-candidato ao Senado Rafael Motta (PDT) seja substituído por um nome do PSOL na disputa ao Senado. O grupo também defendeu que a vaga de vice-governador de Cadu Xavier (PT) — ainda em aberto — seja ocupada por uma mulher com “perfil de esquerda”.

“Nesse cenário, com relação à nota pública da corrente Articulação de Esquerda, do PT/RN, fica a gratidão e alegria pela consideração que o grupo expressa para com o nosso partido”, disse Pimentel.

“Temos certeza de que, para combater politicamente os projetos de retrocesso da direita e extrema direita no Brasil, se faz necessária a unidade das forças progressistas que respeitam e defendem os direitos dos que mais necessitam”, comentou o dirigente psolista.

Acenos petistas

Em 29 de junho, PT e PSOL se reuniram após o envio de uma carta assinada por Samanda Alves ao Diretório Estadual do PSOL, reafirmando a disposição do partido de aprofundar o diálogo entre as duas legendas. O documento também destacou a parceria construída entre as duas siglas no cenário nacional e defendeu a união das forças democráticas em 2026.

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Já na nota da AE, o grupo de Natália Bonavides e Daniel Valença afirma que “uma campanha mobilizada precisa ser capaz de engajar a militância e a nossa base social em torno de um projeto de país e de RN e das candidaturas que defendem esse projeto de forma coerente e permanente”.

Segundo a organização, a unificação da esquerda seria importante para consolidar o palanque de Lula no estado e garantir vitórias estaduais para o governo e Senado. O grupo defende que seja adotado um programa de governo alinhado com os movimentos sociais, e que as candidaturas majoritárias expressem esse perfil.

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“Considerando esse cenário, apresentamos ao Partido a posição de que o Psol deve ser convidado a ocupar a segunda vaga ao Senado, garantindo que a nossa base social tenha a opção de votar nos dois votos para o Senado de forma casada e identificada com um projeto popular para o RN, comprometido com a defesa do legado do governo da professora Fátima e com o projeto de Cadu governador, bem como fiel ao presidente Lula e ao projeto local e nacional da esquerda. Também defendemos que a vice-candidatura ao governo tenha um perfil de esquerda/progressista, que seja preferencialmente uma mulher e que tenha relação com movimentos populares. É imprescindível que a classe trabalhadora se identifique com a nossa chapa e o nosso programa”, diz a nota da Articulação de Esquerda.

Confira a nota na íntegra:

A eleição de 2026 será uma batalha duríssima em defesa de um Brasil soberano, desenvolvido, livre e justo. Essa batalha será travada nacionalmente através da campanha Lula presidente, prioridade máxima do Partido dos Trabalhadores.

Em cada estado do país, o PT tem a tarefa de fazer uma campanha mobilizadora, politizada e que coloque em primeiro lugar a defesa do nosso projeto político. O desafio de fazer isso em tempos de algoritmos favoráveis à direita e em um ambiente de desmobilização será imenso.

Por isso, entendemos que uma campanha mobilizada precisa ser capaz de engajar a militância e a nossa base social em torno de um projeto de país e de RN e das candidaturas que defendem esse projeto de forma coerente e permanente.

No RN, temos um cenário melhor que em boa parte do país. Aqui poderemos votar 13 em todos os cargos em disputa, de governador à deputado estadual, e entendemos que essa é uma tática que ajuda a mobilização que precisamos para a campanha ser vitoriosa.

É nesse espírito que achamos que a unificação da esquerda é importante para a consolidação do palanque que pode ampliar a vitória do presidente Lula no RN e garantir vitórias estaduais para o governo e Senado. Além disso, devemos nos debruçar para apresentar um Programa de Governo que seja construído a partir do diálogo com os movimentos sociais, com as secretarias e setoriais do nosso partido e ouvindo a classe trabalhadora do RN. Isso implica envolver cada vez mais nossas candidaturas majoritárias em agendas que tenham esse perfil.

Considerando esse cenário, apresentamos ao Partido a posição de que o Psol deve ser convidado a ocupar a segunda vaga ao Senado, garantindo que a nossa base social tenha a opção de votar nos dois votos para o Senado de forma casada e identificada com um projeto popular para o RN, comprometido com a defesa do legado do governo da professora Fátima e com o projeto de Cadu governador, bem como fiel ao presidente Lula e ao projeto local e nacional da esquerda. Também defendemos que a vice-candidatura ao governo tenha um perfil de esquerda/progressista, que seja preferencialmente uma mulher e que tenha relação com movimentos populares. É imprescindível que a classe trabalhadora se identifique com a nossa chapa e o nosso programa.

Não mediremos esforços para eleger Lula, Cadu, Samanda, nossa bancada de deputados e deputadas e assegurar que a vitória seja além de eleitoral, política. É hora de alterar a correlação de forças no país!

Em tempos de guerra, a esperança é vermelha! Venceremos!

Natal, 13 de julho de 2026

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