Trilhas Potiguares articula criação de rede colaborativa de extensão
Por Ingred Maciel, Proieto ComTrilhas / UFRN
Na cidade de Arez (RN), coordenadores dos programas de extensão da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) se reuniram durante as atividades do Projeto Trilhas Potiguares para compartilhar experiências e discutir a criação de uma rede de integração entre as instituições. A iniciativa busca fortalecer a extensão universitária por meio da colaboração, da troca de conhecimentos e da construção de ações conjuntas voltadas ao desenvolvimento das comunidades.
O encontro foi realizado durante a programação do Trilhas Potiguares 2026, que nesta edição desenvolve ações extensionistas no município de Arez. A proposta da reunião foi aproximar programas de extensão com objetivos semelhantes para compartilhar metodologias, promover intercâmbios entre estudantes e docentes e fortalecer a atuação das universidades junto às comunidades.
O pró-reitor adjunto de Extensão da UFRN, Luís Alves, explica como surgiu a ideia de criar a rede de colaboração entre as universidades e destaca que as instituições já desenvolvem parcerias e trocas de experiências em outros projetos de extensão e até mesmo em edições anteriores do Trilhas Potiguares.
“São professores e instituições que desenvolvem projetos parecidos com o Trilhas Potiguares e, nessa reunião, a gente viu a necessidade de fortalecer cada vez mais a colaboração entre as instituições.”
A proposta, no entanto, começou a ser construída antes do encontro em Arez. O professor Itamar Nobre, coordenador adjunto do Trilhas Potiguares e coordenador do projeto ComTrilhas, comentou durante a reunião que esse momento consolida um diálogo iniciado pelo pró-reitor Luís Alves em janeiro de 2024, durante um encontro realizado em Belém de São Francisco (PE), quando representantes das instituições começaram a discutir formas de ampliar a cooperação entre seus programas de extensão.
A professora Ticiane Santos, da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), ressalta que essa parceria já resultou em iniciativas concretas, como a edição especial do Trilhas Potiguares Amazônia. Realizada em junho deste ano, em comemoração aos 30 anos do projeto, a ação levou mais de 60 oficinas e promoveu intercâmbio cultural em municípios e comunidades insulares do Pará. Segundo a docente, a experiência demonstrou o potencial da cooperação entre as universidades e reforçou a importância de ampliar essa integração.
“Aqui a gente está fortalecendo algo que nasceu em Belém do Pará, onde a UFRN, através do Trilhas Potiguares, deixou plantada a semente que fez nascer lá o Trilhas Amazônicas. Cada universidade que está aqui hoje tem suas competências técnicas e habilidades para socializar. É uma união de saberes.”
Coordenador do projeto UFPE no Meu Quintal, desenvolvido pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no campus de Vitória de Santo Antão (PE), o professor José Eduardo explica que a iniciativa compartilha princípios semelhantes aos do Trilhas Potiguares, promovendo ações extensionistas voltadas ao fortalecimento da relação entre universidade e comunidade. Segundo ele, a reunião representa um passo importante para consolidar uma atuação conjunta entre as instituições.
“Estamos aqui em Arez trazendo nossos estudantes para fazer um intercâmbio de extensão com os estudantes da UFRN. A ideia dessa reunião foi debater de que forma nossas instituições podem compor uma rede de extensão para que a extensão ocorra de maneira mais estruturada, mais organizada entre os estados do Nordeste e, agora, também com a Região Norte.”
Representando a Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), de Ilhéus (BA), o professor Guilhardes Júnior destaca que iniciativas como o Trilhas Potiguares evidenciam o papel estratégico da extensão universitária ao aproximar as universidades das comunidades e ampliar as possibilidades de formação dos estudantes.
“Para nós, existe uma importância estratégica com ações como essa porque você tem a oportunidade de levar a extensão universitária a lugares que você nem imaginaria. São novas janelas de oportunidade para os estudantes e também para as comunidades atendidas.”
Para o coordenador do Trilhas Potiguares, Pio Marinheiro, a criação de uma rede integrada de extensão fortalece não apenas as instituições, mas também a formação acadêmica dos estudantes, ampliando as oportunidades de intercâmbio entre universidades e comunidades.
“A troca de experiências, tanto para os discentes quanto para os docentes, faz com que os alunos tenham oportunidade de trocar conhecimentos com a comunidade e também com os colegas de outras instituições.”
A expectativa dos participantes é que a articulação entre as universidades resulte na consolidação de uma rede permanente de cooperação em extensão, fortalecendo a troca de conhecimentos entre instituições de diferentes regiões do país e ampliando o impacto das ações desenvolvidas junto às comunidades.