DEMOCRACIA

Em Natal, ato unificado pelo Dia Internacional da Mulher começa no Alecrim

“Pela Vida das Mulheres: Bolsonaro Nunca Mais! Por um Brasil sem Machismo, Racismo e Fome” é o tema que vai guiar as manifestações do próximo 8 de março, Dia Internacional das Mulheres. Em Natal, a principal está sendo convocada para as 14h30, na Praça Gentil Ferreira, bairro Alecrim. O ato sai em caminhada até a praça 7 de Setembro (Praça dos 3 Poderes), na Cidade Alta.

A arquiteta e militante feminista Cláudia Gazola, integrante do Coletivo Leila Diniz, lembra que em 2021 o evento que marcou a data foi online por causa do quadro epidemiológico da pandemia naquele momento e espera uma grande manifestação.

“A nossa expectativa é de que seja um ato forte e representativo do movimento de mulheres e feministas do campo e da cidade pra denunciar a catástrofe nacional que estamos vivendo. A pandemia deixou as mulheres ainda mais pobres , sem trabalho, num contexto de muitas violências”, destacou, ao avisar que levarão às ruas a “indignação diante de um governo genocida, racista e misógino que reduziu drasticamente recursos para o enfrentamento da violência contra as mulheres e segue promovendo o desmonte de conquistas e desprezando os impactos da pandemia”.

A dirigente das Mulheres do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra no RN, Isabel Lima, destaca a importância de voltarem às ruas pra denunciar as violências estruturais, o sistema capitalista, o machismo, o racismo e a LGBTfobia. As mulheres do campo unirão às que vivem na capital, levando para a cidade a Jornada das Mulheres Sem Terra, com o tema
“Terra, trabalho, direito de existir: mulheres em luta não vão sucumbir”.

“Vamos às ruas contra o governo genocida das desigualdades sociais, a partir da mercantilização dos bens comuns da natureza; contra os despejos, o agronegócio, o pacote de venenos que estava sendo votado e outras mazelas que afetam diretamente a nossa realidade, das trabalhadoras camponesas que continuam resistindo e fazendo agroecologia”, comentou, ressaltando que o “Fora Bolsonaro é um grito contra a fome, a pobreza e a xenofobia”.

Também participam da organização do ato, que é aberto a todas as mulheres, partidos de esquerda e seus mandatos, a Articulação de Mulheres Brasileiras, Marcha Mundial das Mulheres, Amélias-mulheres do projeto popular, CUT, FBP, Pão e Rosas, Faísca Revolucionária, Esquerda Diário, Unegro/RN, UMES, APES, UBES, Intersindical, Sinai, Associação de Juristas Potiguares pela Democracia e Cidadania,
Movimento de Mulheres Olga Benario, Movimento de Mulheres Camponesas, MLB, Unidade Popular, Levante Popular da Juventude, Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro, CSP Conlutas, Sindbancarios, Sinte/RN, Sindprevs, Sintest/RN, Sintesefe, ATENS, Sindsaude, União Brasileira de Mulhes e Federação de Mulheres do RN.

Mossoró

Em Mossoró, dois grupos de mulheres sairão da praça do Shopping Boulevard e do Centro Feminista 8 de Março, localizado na rua Desembargador Dionísio Filgueira, 519, Centro. Eles se encontram na Praça do Pax, às 16h30, onde haverá ato unificado.

Fazem parte do processo de articulação o Movimento de Mulheres Camponesas, várias organizações da via campesina, a Marcha Mundial de Mulheres (MMM), a Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB), a Liga Brasileira de Lésbicas, secretarias de mulheres dos vários partidos de esquerda, a União Brasileira de Mulheres e demais organizações de nível local e nacional como o Núcleo de Estudos da Uern (NEM), Associação dos Professores da Ufersa (Adufersa) e a Coletiva Motim Feminista.

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Isabela Santos é jornalista e repórter da agência Saiba Mais