DEMOCRACIA

Caso seja eleito governador, Styvenson vai dar vaga no Senado a suplente bolsonarista preso em junho

Atualmente candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, o senador Styvenson Valentim (PODE) deixará a vaga aberta no Senado para um bolsonarista preso em junho por falta de pagamento de pensão alimentícia, caso seja eleito em outubro. Nas eleições de 2018, quando venceu a corrida ao Senado, ele tinha como primeiro suplente o advogado Alisson Taveira.

Taveira tinha um mandado de prisão em aberto por falta de pagamento de pensão alimentícia expedido pela Justiça da Paraíba e foi preso em 27 de junho ao ser abordado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). A prisão aconteceu durante uma fiscalização de rotina na BR-101, em São José de Mipibu, na Região Metropolitana de Natal.

Em mais de uma vez, antes de anunciar oficialmente a candidatura a governador, Styvenson se queixou do suplente. Em entrevista à rádio Jovem Pan News Natal em maio, antes mesmo da prisão do suplente, ele colocou o advogado como um empecilho para concorrer a outro cargo. “Se Styvenson sai candidato e ganha, quem entra vai manter compromissos? Um cara que eu não tenho relacionamento nenhum?”, disse à época. 

Na convenção do Podemos feita em 5 de agosto, que confirmou seu nome como candidato ao Governo, ele voltou a reclamar. “Eu tenho um problema seríssimo que é meu suplente, que o partido escolheu em 2018”.

Em 2018, Valentim e Taveira foram eleitos pela Rede Sustentabilidade, partido da ex-ministra Marina Silva. Styvenson entrou na sigla por um mecanismo chamado pelo partido de “candidatura cidadã”, um dispositivo informal em que o candidato abre mão de parte da estrutura partidária, como recursos públicos de campanha e do tempo de rádio e tevê, mas tem a legenda assegurada para disputar eleições. Ao ser eleito, ele logo migrou para o Podemos, onde está até hoje.

Já o suplente foi um dos fundadores da Rede no RN e antes já havia concorrido à Prefeitura de Touros em 2016. Em 2020, deixou o partido e se filiou ao PTB, partido bolsonarista comandado nacionalmente por Roberto Jefferson, e concorreu pela segunda vez à Prefeitura da cidade, mas foi considerado como “inapto” pela Justiça Eleitoral. Nos materiais de campanha, Alisson aparecia fazendo o gesto de “arminha” em uma montagem com sua imagem ao lado do presidente Jair Bolsonaro. “Não estamos em campanha. Estamos em missão pelo resgate de valores e princípios”, dizia a legenda da sua publicação nas redes sociais. 

 

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