RN bate recorde de transplantes, mas falta de doadores limita avanço
Natal, RN 15 de jun 2026

RN bate recorde de transplantes, mas falta de doadores limita avanço

22 de janeiro de 2026
3min
RN bate recorde de transplantes, mas falta de doadores limita avanço
Divulgação / Sesap

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O Rio Grande do Norte alcançou em 2025 o maior número de transplantes desde 2019. Dados divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) mostram que foram realizados 426 procedimentos no último ano, superando o total de 424 transplantes registrados em 2024 e confirmando uma trajetória de crescimento das cirurgias desse tipo no estado.

Do total de procedimentos realizados, o maior volume foi de transplantes de medula óssea, com 186 casos. Em seguida aparecem os transplantes de córneas (183), rins (56) e um transplante de coração, segundo informações do Sistema Nacional de Transplantes (SNT).

Apesar do avanço, a Sesap alerta que a expansão da política de transplantes esbarra na limitação do número de doadores. A coordenadora da Central Estadual de Transplantes do RN, Rogéria Medeiros, reforça que a principal barreira hoje não é estrutural, mas social.

“Embora o número de transplantes venha crescendo, precisamos aumentar o número de doações. Para isso, é muito importante o apoio da população para que o assunto da doação de órgãos seja abordado dentro das famílias. No momento de luto e de dor, quando você recebe a notícia que um familiar faleceu e você já sabe que é da vontade dele ser um doador, isso torna o processo mais rápido e fácil. Ser um doador é transformar a dor em vida, o seu familiar vai estar vivo em outras pessoas”, afirmou.

Atualmente, a fila de espera por transplantes no estado segue elevada. A maior demanda é por córneas, com 624 pessoas em espera. Os números apontam ainda 326 pessoas aguardando transplante de rim e uma por coração e 14 por medula óssea.

Segundo a Sesap, a rede estadual tem capacidade para ampliar tanto a captação quanto a realização de transplantes. As principais unidades responsáveis pelos procedimentos são os hospitais Tarcísio Maia e Walfredo Gurgel. A Central Estadual de Transplantes também coordena a captação de órgãos em hospitais de todo o estado e, quando necessário, o envio para outros centros do país, em parceria com a Secretaria de Segurança Pública e da Defesa Civil (Sesed) e com a Força Aérea Brasileira.

A secretaria destaca ainda que não é possível estabelecer metas rígidas de crescimento para 2026, já que o número de transplantes depende diretamente da disponibilidade de doações. “A rede está pronta para seguir ampliando o quantitativo”, informa a pasta.

Enquanto os indicadores mostram avanços históricos, o desafio permanece: transformar o aumento da capacidade instalada em mais vidas salvas, a partir da ampliação da cultura da doação de órgãos no Rio Grande do Norte.

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