Deputados do RN assinam emendas contra fim imediato da escala 6×1
Natal, RN 7 de jul 2026

Deputados do RN assinam emendas contra fim imediato da escala 6x1

19 de maio de 2026
4min
Deputados do RN assinam emendas contra fim imediato da escala 6x1
As emendas foram subscritas por General Girão (PL), Sargento Gonçalves (PL) e João Maia (PP) - Fotos: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados; Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados; Michel Jesus/Câmara dos Deputados

Ajude o Portal Saiba Mais a continuar produzindo jornalismo independente! Apoie com qualquer valor e faça parte dessa iniciativa.

Quero Apoiar

Três deputados federais do Rio Grande do Norte assinaram emendas que mantêm a jornada de trabalho de 44 horas semanais para atividades essenciais e estabelecem um prazo de 10 anos para que a redução para 40 horas entre em vigor. As emendas foram subscritas por General Girão (PL), Sargento Gonçalves (PL) e João Maia (PP). 

As emendas à proposta que reduz a jornada de trabalho (PEC 221/19) foram apresentadas pelos deputados Sérgio Turra (PP-RS) e Tião Medeiros (PP-PR) na última quinta-feira (14) com apoio de mais de 100 deputados da oposição — incluindo os três do Rio Grande do Norte. 

As emendas apontam que as atividades essenciais que manteriam o limite de 44 horas seriam aquelas que possam comprometer a preservação da vida, da saúde, da segurança, da mobilidade, do abastecimento, da ordem pública ou da continuidade de infraestruturas críticas. Apesar disso, o prazo para apresentação de sugestões à PEC que acaba com a jornada 6×1 já terminou. 

A proposta original em análise por uma comissão especial da Câmara também prevê um prazo de 10 anos para a vigência da redução da jornada, mas a ideia era reduzir a jornada máxima de 44 horas para 36 horas semanais.

As emendas também propõem compensações aos empregadores. Entre as medidas estão a redução de 50% da contribuição ao FGTS, imunidade temporária e escalonada de encargos sobre novos vínculos empregatícios, redução da alíquota destinada ao financiamento de benefícios relacionados a riscos ambientais do trabalho.

Além disso, também são propostas a possibilidade de dedução em dobro, no Imposto de Renda e na CSLL, das despesas com novos postos de trabalho criados após a implementação do novo regime, bem como tratamento favorecido para micro e pequenas empresas, produtores rurais e empresas enquadradas no Simples Nacional e no Lucro Presumido.

As emendas atendem a uma reivindicação do empresariado. Na última sexta-feira (15), a comissão da Câmara que analisa o fim da escala 6×1 realizou uma audiência pública em Porto Alegre (RS). O presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do Rio Grande do Sul, Leonardo Dorneles, esteve presente e defendeu um tempo de transição maior. Já nesta segunda (18), outra audiência no Congresso contou com a participação de empresários, que sugeriram que a redução da jornada de trabalho no Brasil seja feita por meio de negociação coletiva e não por uma mudança na Constituição Federal.

Por outro lado, a redução da jornada de trabalho encontra respaldo na maioria da população do país. Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda mostra que 68% dos brasileiros são a favor do fim da escala 6×1 de trabalho, enquanto outros 22% se dizem contra a proposta.

O relatório sobre a redução da jornada deve ser apresentado na próxima quarta-feira (20) na comissão especial e as votações na comissão e no Plenário da Câmara devem ser realizadas na semana seguinte. Os deputados Fernando Mineiro e Natália Bonavides, ambos do PT do Rio Grande do Norte, participam da comissão na condição de suplentes e defendem a redução da jornada de trabalho.

O ponto de partida para as discussões no Congresso são Propostas de Emenda à Constituição apresentadas pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) e pela deputada Erika Hilton (Psol-SP): a primeira (PEC 221/19) com previsão de redução gradual da jornada semanal de trabalho de 44 para 36 horas; e a segunda (PEC 8/25) com escala de quatro dias de trabalho por semana, com limite de 36 horas no período.

Além desses dois textos, o presidente Lula também enviou ao Congresso, em abril, um projeto de lei que reduz o limite da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garante dois dias de descanso remunerado e proíbe qualquer redução salarial.

As mais quentes do dia

Apoiar Saiba Mais

Pra quem deseja ajudar a fortalecer o debate público

QR Code

Ajude-nos a continuar produzindo jornalismo independente! Apoie com qualquer valor e faça parte dessa iniciativa.

Quero Apoiar

Este site utiliza cookies e solicita seus dados pessoais para melhorar sua experiência de navegação.