A festa acabou: os mesmos ganharam e nós perdemos, outra vez
Natal, RN 6 de jul 2026

A festa acabou: os mesmos ganharam e nós perdemos, outra vez

6 de julho de 2026
3min
A festa acabou: os mesmos ganharam e nós perdemos, outra vez

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O Brasil encerrou neste domingo sua campanha na Copa do Mundo de Futebol de forma melancólica e vergonhosa.

Com resultados pífios para um time trilionário, a seleção amarelinha que sempre amedrontava seus adversários, amarelou de vez e caiu diante de um jovem que precisou de apenas duas bolas para definir o jogo e impingir mais uma derrota aos tetracampeões da enrolação.

O país, paralisado diante da TV, assistiu a um time que não conseguiu criar uma jogada que pagasse o ingresso ou exercer minimamente o domínio territorial do jogo, como fez em todas as partidas que disputou nessa copa. Uma vergonha esperada, em que venceram os bilhões de interesses envolvidos nesse negócio.

O Brasil pode ter perdido a partida para a Noruega e sua chance de conquistar seu quinto campeonato mundial, interpretando um roteiro que se repete há mais de vinte anos com o mesmo final infeliz.

Se em campo, nossa seleção ficou mais uma vez pelo meio do caminho, não se pode dizer o mesmo de seus principais atletas, que faturaram milhões em contratos publicitários, transferências de clubes e outras transações.

E se ao ver o Brasil perder a nação chorou, muita gente está rindo à toa, de bolsos transbordando de dinheiro. Há, também, outros tantos que se aproveitaram, mais uma vez, da farra bancada com o dinheiro fácil da Confederação Brasileira de Futebol e seus patrocinadores.

Não se pode, porém, dizer que os maiores ganhadores dessa Copa do Mundo dos Estados Unidos, México e Canadá, porque não foram. Os cartolas da FIFA e das confederações de futebol, os empresários dos jogadores e as empresas de apostas, agora chamadas de Bets, ficaram com o filé da festa.

Essas máquinas de endividar incautos têm faturado bilhões de reais e destruido a vida de milhões de pessoas pelo mundo a fora. No Brasil, as apostas viraram uma epidemia tão destruidora quanto a Covid, que ceifou a vida de 700 mil brasileiros.

O mal causado pelas apostas já fez muito mais estrago que isso, o que só comprova a máxima de que, num jogo em que suas chances de ganhar são as mesmas que você aposte ou não, só eles ganham e ponto final.

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