Água empoçada é drenada na ZN, mas lixo permanece no local
Natal, RN 4 de jun 2026

Água empoçada é drenada na ZN, mas lixo permanece no local

4 de setembro de 2024
5min
Água empoçada é drenada na ZN, mas lixo permanece no local
Água foi drenada e entulho ficou | foto: reprodução

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3 meses após ter sido completamente alagada, a água empoçada na Comunidade do Cavaco Chinês, no bairro Pajuçara, na Zona Norte de Natal, finalmente foi drenada. O serviço realizado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), durou 25 dias, 10 a mais do que a estimativa inicial, e foi concluído no último dia (28) de agosto. O problema agora é que, até o momento, os lixos e os entulhos continuam no local. 

A denúncia é feita pelos moradores do local, que além de terem perdido tudo na enchente, agora vivem com riscos causados pelos ratos, baratas e insetos acumulados nos resíduos deixados pela água. Nas redes sociais, os ex-ilhados compartilharam imagens dos entulhos acumulados, que ainda não foram removidos pelo Executivo de Natal. Assista o vídeo:

fonte: reprodução

A Semurb estima que, ao todo, tenha drenado 10 mil cúbicos de água no local e, no fim das contas, cerca de 60 imóveis precisaram ser desocupados na Comunidade por causa do alagamento. Em algumas casas, inclusive, a lâmina d’água chegava a 1,20m de altura e a passagem só era possível se fosse realizada por barcos improvisados com tampas de isopor.

Os moradores que perderam suas casas receberam o benefício do aluguel social e o fornecimento de água potável por meio da Secretaria de Assistência Social do Município. Essa recomendação veio por parte do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), por meio da 45ª promotoria de Justiça de Natal, que realizou uma audiência extrajudicial sobre a situação de alagamento da comunidade. 

A reportagem procurou a Companhia de Serviços Urbanos de Natal (Urbana) para saber se já existiam prazos para realizar a limpeza dos resíduos na região ou se algum pedido de remoção de entulho já havia sido feito. Em resposta, a pasta informou que não chegou para a Urbana nenhuma solicitação de retirada de resíduos. Segundo a Companhia, a coleta domiciliar está em dia por lá, mas a haver a retirada dos resíduos do pós-alagamento é preciso que a SEMURB solicite para, assim, a pasta fazer a programação.

A Agência Saiba Mais também procurou a Semurb para saber se essa solicitação de limpeza já havia sido feita. No entanto, até o momento da publicação desta matéria, a pasta não respondeu os questionamentos. O espaço segue aberto para manifestações.

Leia também: Após 2 meses, água de comunidade alagada na ZN começou a ser drenada 

Lembre a situação 

Moradores da comunidade do Cavaco Chinês, viveram debaixo d’água por, pelo menos, dois meses, depois de terem a região inteira praticamente coberta por água depois das últimas chuvas que caíram em Natal. 

Ilhados e sem ter para onde ir, os moradores chegaram a abrir valas na RN-304, a estrada de Jenipabu, uma das principais vias de acessos para o litoral norte potiguar. A vala, no entanto, causou problemas no tráfego de veículos, protestos e tumultos, o que resultou no cobrimento com areia da alternativa encontrada pelos moradores. Sem ter para onde escorrer, a água continuou inundando a comunidade. 

A tentativa, segundo os moradores, era chamar atenção das autoridades públicas que esqueceram daquela região, que fica no limite entre Natal e Extremoz. Segundo a população, a água no local estava no nível da cintura. Vale lembrar que antes disso, os também moradores já tinham alugado máquinas e tratores para escoar a água no bairro e também fizeram uma vaquinha solidária para a compra de uma bomba de sucção para drenar o volume da inundação. 

Ministério público interviu 

Diante da falta de ações da Prefeitura de Natal para solucionar o problema, o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) deu um prazo de 48 horas para que o executivo apresentasse um plano para o escoamento da água empoçada na região. A promotora de justiça, Gilka da Mata, apresentou um diagnóstico apurado após uma vistoria realizada na região que definiu a situação como “desastre socioambiental “. 

A partir disso, a prefeitura apresentou um cronograma que era previsto em 30 etapas, encerrando com a instalação da bomba de drenagem. Segundo o acordado, o Departamento de Estradas e Rodagens do Rio Grande do Norte (DER/RN), que esteve presente na audiência, informou que dois dias depois da drenagem seria feita uma recomposição, em regime emergencial, do trecho da RN-304 que foi danificado pela comunidade na tentativa de escoar a água retida na região.

Saiba +: Ilhados, moradores da ZN de Natal abrem vala em via para escoar água

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