Reitor da Ufersa denuncia rombo de mais de R$ 5 milhões
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Reitor da Ufersa denuncia rombo de mais de R$ 5 milhões

31 de outubro de 2024
4min
Reitor da Ufersa denuncia rombo de mais de R$ 5 milhões

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O reitor da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), Rodrigo Codes, declarou por meio de carta enviada ao email institucional dos servidores que a instituição tem um rombo de mais de R$ 5 milhões (R$ 5.157.352,29) deixado pela antiga administração.

Segundo Codes, a Ufersa tem um crédito bloqueado de R$ 6.416.027,31, porém, as despesas superam esse valor, chegando a R$ 11.573.379,60. Portanto, mesmo que o crédito seja desbloqueado, não será suficiente para cobrir as despesas da universidade.

Codes assumiu o cargo de reitor em 31 de agosto deste ano. Ele ressalta que a situação já era de conhecimento da administração há um ano e que, mesmo assim, as medidas apontadas como necessárias pelos técnicos não foram adotadas pela administração da época, comandada pela ex-reitora Ludimilla Carvalho Serafim de Oliveira.

Em tempo, deve-se ressaltar que a necessidade por medidas urgentes para a readequação na execução deste orçamento já é conhecida há mais de um ano, haja visto que a equipe técnica do planejamento e administração da gestão anterior, composta por servidores efetivos e competentes na matéria, já havia formalmente comunicado à Administração Central da Ufersa sobre este cenário. Acontece, porém, que as providências de mitigação indicadas àquela altura não foram adotadas, ao passo que outras medidas de despesa foram se somando, implicando inevitavelmente num maior comprometimento do orçamento”, aponta Rodrigo Codes.

Rodrigo Codes (reitor, à direita) e Nildo Dias (vice-reitor, à esquerda) | Foto: @sigaotoro

No documento, o reitor da Ufersa explica que adotou medidas como reajuste de despesas e tem mantido diálogo com a Presidência da República, com os ministérios da Educação, do Planejamento e Orçamento e com a base parlamentar do Rio Grande do Norte em busca de suplementação no orçamento para reduzir o déficit atual.

É meu compromisso não deixar que a situação se agrave para além do que já está. E por esta razão o momento exige serenidade e muito trabalho. Da minha parte, e de toda equipe de Gestão, manteremos a transparência e o diálogo franco visando o zelo com vistas à manutenção do funcionamento administrativo, assistencial e acadêmico da nossa Ufersa”, concluiu Codes.

A posse

Rodrigo Codes foi nomeado pelo presidente Lula para ser o reitor da Ufersa a partir de 31 de agosto, com mandato de quatro anos. 

Sua nomeação representou a volta da tradição de nomear o candidato mais votado pela comunidade acadêmica, processo que havia sido desfeito em 2020 quando o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) havia dado o cargo a Ludmilla Oliveira, terceiro lugar na lista tríplice.

Codes obteve, dessa vez, 37,1% dos votos. Ele recebeu um total de 2.262 votos, sendo 1.802 dos estudantes, 191 dos técnico-administrativos e 269 dos professores — na última eleição, ele havia recebido 2.115 votos. Em segundo lugar, Ludmilla recebeu mais votos: 2.570 dos alunos, 192 dos docentes e 173 dos servidores técnico-administrativos. Entretanto, o cálculo é paritário sobre os aptos a votar, sendo o peso de 1/3 para cada categoria. A eleição considera a razão entre a votação obtida pelo candidato no segmento e o quantitativo total de votos válidos do segmento. Por isso, Rodrigo Codes terminou na frente. 

Diante da derrota, Ludimilla Oliveira chegou a contestar o processo eleitoral, questionando a segurança do sistema de votação utilizado pela universidade, o SigEleição. A reclamação foi feita em ofício enviado ao Conselho Universitário (Consuni), mas a Superintendência de Tecnologia da Informação e Comunicação (SUTIC) produziu um relatório, divulgado em abril, reafirmando a segurança do SigEleição e mostrando que não houve problemas com a segurança do processo eleitoral. 

O Consuni (Conselho Universitário), então, manteve Rodrigo Codes na primeira colocação e encaminhou a lista tríplice ao Ministério da Educação (MEC). Ludimilla Oliveira ficou em segundo, e Jean Berg em terceiro.

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