Família de Paulo Renan diz que militante LGBT foi vítima de crime de homofobia
Natal, RN 12 de jun 2026

Família de Paulo Renan diz que militante LGBT foi vítima de crime de homofobia

12 de novembro de 2024
4min
Família de Paulo Renan diz que militante LGBT foi vítima de crime de homofobia
Foto: Reprodução.

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Encontrado morto em sua residência no município de Touros, na última quinta-feira (7), o ativista social, militante do movimento LGBT e presidente do Diretório Municipal do PT, Paulo Renan, pode ter sido vítima de crime de homofobia. Em contato com a reportagem da agência Saiba Mais, a sobrinha da vítima, Sahonara Suzane, afirmou que, embora as investigações ainda estejam em andamento, a família acredita que os indícios apontam que “houve crime relacionado com homofobia”.

Paulo Renan estava desaparecido há sete dias antes de ser encontrado sem vida em casa. De acordo com a sobrinha, ele havia sido visto pela última vez na sexta-feira (1º). No sábado (2), a família se reuniu na praia de Zumbi para comemorar o aniversário da filha de Sahonara. O cunhado da vítima, José da Silva Neto, foi a Touros chamar Paulo, mas chegando lá, encontrou casa fechada e imaginou que o filho havia ido visitar algum amigo.

De acordo ainda com o relato de Sahonara, a irmã da vítima, Maria Giselda da Silva, tentou falar com Paulo diversas vezes nos dias seguintes, mas não conseguiu. Foi então que na quinta-feira (7), já desesperada, ela mobilizou outros familiares para procurá-lo. O cunhado foi novamente à casa de Paulo, que novamente não atendeu aos chamados. José percebeu que havia sinais de arrombamento nos fundos do imóvel, além de sentir um cheiro muito forte vindo de dentro.

Quando entrou na casa, José encontrou o corpo do cunhado coberto com o colchão. Ele, então, chamou a Polícia Civil, que ao chegar isolou o local para iniciar as investigações. Sahonara disse que os agentes mantêm contato com a família, mas afirmam que não podem dar detalhes sobre o caso para não atrapalhar a apuração do possível homicídio.

Polícia Civil não vê indícios de homofobia

A assessoria de comunicação da Delegacia Geral da Polícia Civil (Degepol) informou que o caso está sendo apurado pela Delegacia de Polícia Civil de Touros, com apoio do departamento de inteligência da Polícia Civil do RN.

Para a Polícia Civil, ao contrário da tese da família da vítima, “pelo menos por agora não existem indícios no sentido de que houve homofobia no caso”.

“Como o corpo foi encontrado vários dias após a morte, existe um trabalho específico sendo realizado nessa investigação. Assim que tiver novidades, avisaremos”, informou a assessoria em nota.

Apesar do posicionamento da Degepol, Sahonara disse que a família continua acreditando que o caso tem relação com homofobia. “Nós queremos fazer o que ele faria, que é não deixar essa luta acabar, levantar a bandeira contra a homofobia, porque se isso tivesse acontecido com qualquer pessoa, ele lutaria por justiça”, declarou ela.

A sobrinha da vítima disse que a família está vendo “que há um empenho dos policiais em resolver o caso, mas a gente quer ver a coisa andando”.

Já a Coordenadoria de Diversidade Sexual (Codis) da Secretaria Estadual das Mulheres, da Juventude, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos (Semjidh), em contato com a nossa reportagem, afirmou que “está em contato direto com a família da vítima e aguarda a apuração das investigações”. Sahonara, porém, afirmou que ninguém da família foi contatada pelo órgão do Governo do Estado.

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