Alguns galhos do histórico Baobá do Poeta, como ficou conhecida a árvore localizada na avenida São José, no bairro de Lagoa Seca, caíram na última semana, acendendo o sinal de alerta dos admiradores e de seu proprietário, o advogado e escritor Diógenes da Cunha Lima.
Através das redes sociais, Diógenes explicou que foi surpreendido com o ocorrido e disse que parte da árvore estava oca por dentro. Ele comprou o terreno onde se encontra o Baobá em 1991, com o intuito de preservar a árvore, que corria o risco de ser derrubada para a construção de um prédio no local, por isso, sua existência é tão simbólica para a cidade.
“Aquela aparência de fortaleza, era oco por dentro e ninguém sabia. Havia um vazio interno e uma parte caiu. A matéria prima do Baobá é porosa, é frágil”, comentou Diógenes em suas redes sociais.
O Baobá tem 19 metros de altura e um tronco com seis metros de diâmetro. Desde o corrido, o Instituto de Biociências da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), técnicos da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa) e da Prefeitura do Natal fizeram avaliações no local. Mas, Diógenes ainda pede ajuda para quem pesquisa esse tipo de árvore.
“Eu contratei um especialista, mas ele próprio teve dificuldade. Eu apelei à Universidade Federal, o reitor, José Daniel Diniz, prontamente atendeu e falou com o pessoal que cuida de meio ambiente. Estamos apelando, é uma árvore africana e pouca gente sabe dela e puder ajudar, ajude. Nós precisamos salvar essa bela árvore”, apelou o escritor.
Embora não haja um registro exato de quando ela foi plantada, especialistas estimam que a árvore tenha 100 anos de existência e que ela tenha sido trazida da África para Natal durante o período colonial.
Diógenes acredita que o Baobá do Poeta tenha servido de inspiração para o escritor Antoine de Saint-Exupery, que em uma de suas passagens por Natal teria ficado encantado com a árvore e a eternizado nas ilustrações do livro “O Pequeno Príncipe”.