CIDADANIA

UFRN confirma que dois abalos foram registrados no RN neste domingo (31)

A terra tremeu duas vezes no Rio Grande do Norte neste domingo, 31 de julho. Às 19h05 UTC (16h05, hora local), um evento sísmico, de magnitude preliminar calculada em 3.7 mR, foi registrado pelas estações sismográficas operadas pelo Laboratório Sismológico da UFRN na região litorânea do estado do RN. Diversas pessoas, incluindo moradores da capital potiguar, relataram sentir o tremor de terra, inclusive publicando em suas redes sociais sobre o ocorrido.

No início da madrugada, às 3h34 UTC (0h34, hora local), outro tremor, desta vez de magnitude preliminar 2.4 mR, também foi registrado pelo LabSis/UFRN no litoral do estado do Rio Grande do Norte. Segundo informações recebidas via Whatsapp, o tremor de terra foi sentido por moradores das regiões de Maxaranguape e Maracajaú.

O último evento registrado e divulgado pelo LabSis/UFRN no estado do Rio Grande do Norte ocorreu no dia 24 de junho, às 19h39 UTC, na região do município de São Paulo do Potengi. O evento teve sua magnitude preliminar calculada em 2.0 mR. O Laboratório Sismológico segue monitorando e divulgando toda atividade sísmica que ocorra no estado do Rio Grande do Norte e também da região Nordeste do país.

RN é uma das áreas mais atingidas por abalos

O Rio Grande do Norte é uma área estudada como exceção. Os tremores de terra que acontecem no estado não são novidade, atingindo grandes magnitudes na década de 1980. A principal causa é a Falha de Samambaia, entre as cidades de João Câmara e Poço Branco.

A informação foi tema de entrevista a SAIBA MAIS da geofísica Victória Cedraz, doutoranda em Geodinâmica e Geofísica da UFRN, em outubro de 2021. “A maior parte dos terremotos são gerados em bordas de placas. Só que 5% da energia de terremotos do mundo que acontece no interior de placas tectônicas e a gente faz parte desses 5%. O rio Grande do Norte é uma das áreas mais ativas que a gente tem no Brasil e no mundo dentro da placa tectônica”, detalha a especialista.

Victória Cedraz explicou também que os terremotos não são comuns, previsíveis e destrutivos como em outros lugares do mundo, a exemplo do Japão. “A gente não deve se preocupar com terremotos tão grandes. Talvez nem aconteçam. Mas isso não quer dizer que a sismicidade não existe e a que destruição não possa vir”, disse a geofísica.

Cedraz tranquiliza ao dizer que o registro numeroso de pequenos abalos recentes pode estar relacionado à maior precisão dos novos equipamentos instalados para aferição. Apesar disso, alerta que a tecnologia usada pode ser perdida por falta de renovação dos projetos, já que o Brasil passa por constante desinvestimento na Ciência.

SAIBA MAIS

RN é uma das áreas com mais atividade sísmica do mundo dentro de uma placa tectônica, atesta geofísica

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