Fátima define estratégia para acomodar aliados e concluir mudanças no secretariado
Natal, RN 13 de jul 2024

Fátima define estratégia para acomodar aliados e concluir mudanças no secretariado

14 de dezembro de 2022
4min
Fátima define estratégia para acomodar aliados e concluir mudanças no secretariado

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A governadora Fátima Bezerra (PT) já tem uma estratégia para acomodar os aliados no segundo governo que começa a partir de 1º de janeiro de 2023. Ela vai aguardar a composição ministerial nomeada pelo presidente eleito Luís Inácio Lula da Silva para só então definir as mudanças no secretariado do Rio Grande do Norte.

Até o momento, Lula não anunciou os ministérios ocupados pelos demais partidos da Frente Ampla, que venceu nas urnas o atual presidente Jair Bolsonaro (PL). Apenas seis ministérios e uma estatal foram divulgados até a publicação desta matéria, todos do PT ou da cota pessoal do presidente eleito. As indicações dos "ministérios políticos", segundo Lula, só serão anunciadas após a votação da PEC da Transição, já aprovada no Senado e em tramitação na Câmara dos Deputados.

A coligação liderada pelo PT no Grande do Norte abarcou MDB, PSB, PV, PCdoB, PROS, PDT e Republicanos.

Uma fonte ligada ao Governo Fátima informou que as escolhas de Lula não vão definir exatamente as pastas ocupadas pelos partidos no Estado. No entanto, o futuro ministério de Lula é encarado como uma sinalização e, onde for possível, os aliados serão acomodados:

- As mudanças dependem da estrutura e das vinculações políticas dos partidos em nível federal. Não é que haverá uma relação direta com o Estado, mas é preciso saber como o MDB, o PDT e o PSB, por exemplo, serão acomodados. Pra gente saber se é possível aqui também”, disse.

Segundo essa mesma fonte, os aliados já foram avisados sobre a necessidade de espera e, pelo menos por enquanto, não há pressões por cargos no governo.

A expectativa no Estado potiguar é em relação à fatia cobrada pelo MDB na próxima gestão petista, uma vez que o vice-governador a partir de 2023 será o atual deputado federal Walter Alves. O convite para integrar a chapa do PT no RN, inclusive, partiu do próprio presidente eleito num jantar realizado em agosto deste ano em Natal.

No governo Lula, o MDB deverá ocupar dois ministérios, mas ainda briga por uma terceira pasta. Uma delas será comandada pela senadora Simone Tebet, que teve papel importante no 2º turno da vitoriosa campanha petista. Ela foi a coordenadora da área de Desenvolvimento Social na equipe de transição.

O impasse entre MDB e o PT em Brasília está na "paternidade" da indicação para os ministérios. Lula quer Tebet numa das duas pastas já prometidas ao partido, enquanto o MDB quer escolher quem vai para os ministérios. A legenda tem defendido que Simone Tebet seria uma indicação da cota pessoal do presidente.

Os ministérios da Integração Nacional, Cidadania e Desenvolvimento Social são os alvos do MDB. No entanto, o PT já avisou que não abre mão da área de Desenvolvimento Social por concentrar o Bolsa-família, principal programa social dos governos do PT e que tem potencial para turbinar uma eventual candidatura presencial em 2026.

Mudanças na Saúde e Educação

A reportagem apurou que o núcleo duro do governo Fátima seguirá firme na segunda gestão, com Raimundo Alves na Casa Civil e a equipe econômica mantida com Aldemir Freire (Planejamento e Finanças) e Carlos Eduardo Xavier (Tributação). O coronel Francisco Araújo também permanecerá à frente da Segurança Pública.

Duas das pastas mais estratégicas, no entanto, devem mudar de mãos. Pressionado pela família, o médico sanitarista Cipriano Maia já anunciou que não seguirá à frente da Sesap.

O professor Getúlio Marques também não deve continuar no comando da Educação a partir de 2023. Com a possível nomeação da governadora do Ceará Izolda Cela como ministra da Educação, é provável que Marques volte a ocupar um cargo no governo federal. Ele foi um dos responsáveis pela política de expansão dos Institutos Federais no primeiro governo Lula atuando, à época, ao lado do ex-ministro Fernando Haddad, já anunciado como futuro ministro da Fazenda.

Apesar das mudanças, essas duas pastas devem ser ocupadas por nomes da cota pessoal da governadora Fátima Bezerra, que ainda não definiu os nomes dos substitutos.

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