“Não é a erva de Deus nem do diabo”, diz psiquiatra sobre uso de derivados da maconha
Natal, RN 1 de mar 2024

“Não é a erva de Deus nem do diabo”, diz psiquiatra sobre uso de derivados da maconha

12 de maio de 2023
“Não é a erva de Deus nem do diabo”, diz psiquiatra sobre uso de derivados da maconha

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Com aplicação em diversas doenças, o uso medicinal da maconha já foi motivo de muito preconceito, debate e, recentemente, parece estar entrando na fase de viabilidade para que seja mais acessível economicamente para os pacientes.

De acordo com a psiquiatra e mestranda em Neurociências, Mariana Muniz, há registros de uso da cannabis como medicação de mais de 12 mil, desde a época da escrita cuneiforme, espécie de tábua de barro onde eram gravados textos pelos sumérios, na Mesopotâmia.

Em 2015, a aprovação do uso de compostos de cannabis para tratamento de epilepsia refratária no Canadá deu início a uma série de liberações em todo o mundo.

Temos a questão do acesso, que é o que temos que enfrentar no Brasil agora. A consolidação do uso da cannabis como mais um instrumento de cuidado do ser humano já está dado no mundo inteiro. Canabidiol se vende na gôndola da farmácia, igual você encontra dipirona ou outro fitoterápico na Inglaterra. A questão é como tornar isso acessível e democrático”, analisa a psiquiatra, durante entrevista no Balbúrdia desta sexta (12).

Por causa dos inúmeros trabalhos científicos publicados sobre o assunto, a pesquisadora aponta que já não há tanto preconceito associado ao uso dos compostos da cannabis. No entanto, em países colonizados com um forte predomínio de comportamentos conservadores, como no Brasil, ainda há médicos que evitam receitar medicações do tipo, o que dificulta o acesso aos pacientes.

É um assunto que desperta paixões. Não é uma coisa totalmente isenta de risco. Não é a erva de Deus nem do diabo. O que dificulta é que não há, ainda, educação formal dentro dessas universidades médicas acerca desse sistema. Algumas já tem, mas não está inserido ainda no currículo e isso é um problema. Mas, os médicos que estão se formando agora estão mais apropriados disso, porque estão vendo isso acontecer”, ressalta Mariana Muniz.

Confira a íntegra da entrevista:

(32) Cannabis medicinal e saude mental: entrevista com psiquiatra Mariana Muniz - YouTube

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