Rogério Marinho chama PEC do fim da escala 6×1 de “factoide”
Natal, RN 1 de jul 2026

Rogério Marinho chama PEC do fim da escala 6x1 de “factoide”

13 de novembro de 2024
2min
Rogério Marinho chama PEC do fim da escala 6x1 de “factoide”

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Em entrevista à Globonews, o senador potiguar Rogério Marinho (PL) classificou a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do fim da escala 6×1 de um “grande factoide”. Em 2017, o bolsonarista, à época deputado federal, foi o relator da Reforma Trabalhista, enviada ao Congresso nacional pelo ex-presidente Michel Temer (MDB), que retirou mais de 100 itens da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), prejudicando milhões de trabalhadores e trabalhadoras.

De autoria da deputada federal Erika Hilton (PSOL-RJ), a proposta prevê uma revisão na CLT para abolir a escala de trabalho 6×1, em que um funcionário precisa trabalhar seis dias durante a semana para ter direito a um dia de folga.

Para tramitar no Congresso Nacional a proposta necessita do apoio de pelo menos 171 dos 513 deputados da Câmara Federal. Da bancada federal do RN, os únicos a assinarem a PEC foram a deputada Natália Bonavides e o deputado Fernando Mineiro, ambos do PT.

“É um falso dilema, me parece um grande factoide, porque quem pode mais, pode menos. O regime máximo de trabalho no Brasil são 44 horas semanais. Não significa que, se o empresário, conversando com seus funcionários, principalmente através das convenções e acordos coletivos, entendendo que isso dá maior praticidade, melhora a produtividade e permite que aquele seguimento possa funcionar, não diminua essa carga horária para 36 horas, para 30 horas. Isso é uma questão que nós precisamos deixar de intervir com excesso de regulamentação”, declarou Rogério Marinho.

O senador acusou o PT de “perder a conexão com a sociedade brasileira” por que, nas palavras dele, o partido acha que “a camisa de força da CLT é a indumentária, é o vestimento para o conjunto da sociedade brasileira”.

“Vamos deixar de intervir na relação entre quem trabalha e quem produz. O mais saudável, mais normal, mais salutar é que essa negociação aconteça entre os trabalhadores e empregadores”, defendeu o bolsonarista.

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