Empresa que administra Penitenciária de Mossoró é investigada por fraude em licitações
Natal, RN 12 de jun 2026

Empresa que administra Penitenciária de Mossoró é investigada por fraude em licitações

11 de fevereiro de 2025
3min
Empresa que administra Penitenciária de Mossoró é investigada por fraude em licitações
Penitenciária Federal de Mossoró I Foto: Secretaria Nacional de Políticas Penais

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Desde a fuga inédita de dois detentos do sistema Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, a empresa R7 Facilities, responsável pela manutenção da unidade, vem sendo investigada pela Controladoria Geral da União (CGU) e pela Polícia Federal (PF).

Como desdobramentos das investigações, que começaram em 2024, foi deflagrada nesta terça (11) a Operação Dissimulo, que investiga um grupo suspeito de fraudar licitações na área de terceirização de serviços do governo federal. Ao todo, foram cumpridos 26 mandatos de busca e apreensão no Distrito Federal.

Segundo apuração da CNN, a R7 Facilities é o principal alvo. A investigação começou depois que foram apontadas falhas na gestão da Penitenciária Federal de Mossoró. Há suspeita de manipulação de concorrência pública; uso de “laranjas” em contratos; e declarações falsas e benefícios fiscais indevidos com uso de documentos falsos para garantir condições privilegiadas nos contratos públicos.

Entre as falhas apontadas estão manutenção deficiente com realização de serviços de maneira diferente do que foi contratado; falhas do sistema de segurança e vigilância da unidade; e desgaste de estruturas e equipamentos cuja manutenção era de responsabilidade da empresa.

A fuga

Após 50 dias de buscas, os dois fugitivos da Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, foram encontrados no início de abril em Marabá (PA). Rogério da Silva Mendonça, de 35 anos, e Deibson Cabral Nascimento, 33 anos, tinham fugido do presídio no dia 14 de fevereiro.

Os dois presos integram a facção criminosa Comando Vermelho e estavam em Mossoró desde setembro de 2023. Eles foram os primeiros a conseguir fugir do sistema penitenciário federal, que inclui ainda as penitenciárias em Brasília (DF), Catanduvas (PR), Campo Grande (MS) e Porto Velho (RO).

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