Governo do RN ainda busca solução para pagar 13º de servidores temporários
Natal, RN 10 de jun 2026

Governo do RN ainda busca solução para pagar 13º de servidores temporários

22 de janeiro de 2025
3min
Governo do RN ainda busca solução para pagar 13º de servidores temporários
Foto: Assecom / Governo do Estado

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O Governo do Estado ainda busca uma “solução jurídica” para pagar o 13º salário dos servidores regidos por contratos temporários da educação, que vinham recebendo o benefício desde 2019, mas devido a uma decisão judicial ainda não receberam a gratificação natalina de 2024. De acordo com o titular da Secretaria Estadual da Administração (Sead), Pedro Lopes, o caso foi remetido à Procuradoria-Geral do Estado (PGE) para saber “os caminhos adequados” para resolver a situação.

Cerca de cinco mil trabalhadores, regidos pelos contratos temporários, aguardam uma definição. O secretário Pedro Lopes explicou que o governo foi avisado sobre a impossibilidade de fazer o pagamento no final de novembro, quando já estava preparando a folha do 13º.

A informação veio à tona após um ex-servidor temporário promover uma ação judicial reclamando justamente do atraso no pagamento da gratificação natalina, entre outros benefícios. A Justiça negou o pedido dele, com base em uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou que servidores regidos por contratos temporários não têm direito ao 13º.

“Servidores temporários não fazem jus a décimo terceiro salário e férias remuneradas acrescidas do terço constitucional, salvo (I) expressa previsão legal e/ou contratual em sentido contrário, ou (II) comprovado desvirtuamento da contratação temporária pela Administração Pública, em razão de sucessivas e reiteradas renovações e/ou prorrogações”, diz trecho da decisão do STF.

Pedro Lopes disse que nem a legislação nem os contratos têm essa previsão exigida pelo STF, o que impede o Governo do Estado de pagar o 13º desses servidores temporários, sob pena de cometer crime de improbidade administrativa ou de prevaricação.

“Os trabalhadores temporários têm um vínculo muito precário, porque o tratamento deles não é o mesmo do trabalhador regido pela CLT. A gente precisa saber o que é possível fazer para depois tomar a decisão. Fizemos essa consulta à PGE, que está se debruçando sobre o tema, depois deve levar à reunião do Comitê de Gestão para uma análise das soluções possíveis”, declarou o secretário.

Em mensagem postada na rede X, antigo Twitter, a deputada federal Natália Bonavides (PT) disse que vai “dialogar com a governadora Fátima [Bezerra] e buscar encontrar as soluções para a garantia do direito dos mais de 5000 trabalhadores”.

“Sabemos que o tema dos temporários já foi debatido no STF, mas compreendemos que é preciso tratá-lo politicamente no sentido de termos no RN uma legislação específica tratando dos direitos desses trabalhadores e de garantir o direito que já vinha sendo pago”, escreveu a parlamentar.

A deputada estadual Isolda Dantas (PT), também em mensagem postada no X, afirmou que se somava aos “esforços junto aos servidores temporários da educação e ao Governo do Estado na solução para o pagamento do 13º”.

“Desde o mês passado procuramos junto à governadora e o secretário de Administração, Pedro Lopes, a maneira mais rápida e segura para garantir o repasse dentro dos critérios da Justiça”, comentou.

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