Exposição retrata beleza e pertencimento em infâncias negras com Síndrome de Down
A exposição “Trevo de Quatro Folhas Negro”, da artista Amanda Atiladê, será inaugurada nesta quinta-feira (6), às 19h, na Biblioteca Setorial da Uern Natal, com acesso gratuito. A mostra apresenta uma série de fotografias sensíveis e potentes de crianças negras com Síndrome de Down, propondo um olhar afetuoso sobre diversidade, identidade e pertencimento.
Segundo Amanda Atiladê, a criação do projeto nasceu da necessidade de reparar uma ausência histórica. “Há uma falta de representatividade que fere profundamente a forma como essas pessoas se percebem e se reconhecem no mundo. Este trabalho é sobre devolver a imagem e o direito de existir em plenitude. É sobre sonhar, pertencer e florescer”, afirma a artista.
A exposição integra a programação do Novembro Negro da Uern Natal e é organizada pelo Departamento de Ciências da Religião e pela Escola de Extensão da Uern (Educa). A iniciativa reforça o compromisso da universidade com a valorização da diversidade, o enfrentamento do racismo e do capacitismo, e a promoção de uma sociedade mais inclusiva.
A mostra também compõe o projeto de extensão “As Religiões numa Perspectiva Afrocentrada: Diálogos sobre as Religiosidades de Matriz Africana nos Contextos da Educação e da Saúde”, coordenado pelo professor João Bosco Filho. Para ele, a proposta vai além da estética:
“A mostra nasce da urgência de enfrentarmos as múltiplas expressões do racismo e do capacitismo que ainda atravessam a educação e a saúde no Brasil. Por meio da fotografia, reafirma a arte como linguagem política e espiritual, capaz de sensibilizar olhares e ampliar o diálogo sobre diversidade, inclusão e justiça social”.
A Síndrome de Down é uma condição genética causada pela presença de um cromossomo extra no par 21, resultando em características físicas e cognitivas específicas.
Aberta à visitação até o dia 14 de novembro, a exposição convida o público a celebrar a pluralidade e a refletir sobre a importância da representatividade na construção de uma sociedade mais justa, sensível e humana.
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