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Natal participa de protestos neste sábado por volta do auxílio emergencial

Para lembrar que no país em que o Governo Federal se empenha a intervir nas eleições do Congresso, com a injeção de bilhões em emendas parlamentares, e apresenta gasto milionário em latas de leite condensado, a campanha #VoltaAuxílioEmergencial deverá tomar as ruas e as redes de todo o país neste sábado, 6 de fevereiro. Natal terá ato às 8h, na Praça Gentil Ferreira, bairro do Alecrim.

Centrais sindicais, movimentos sociais e as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo organizam atos virtuais e presenciais para alertar a sociedade sobre a realidade de quase 27 milhões de pessoas que começaram o ano de 2021 na condição de extrema pobreza. São brasileiros obrigados a sobreviver com R$ 8,20 por dia ou R$ 246 por mês. O Brasil já contabiliza 14 milhões de desempregados.

No Rio Grande do Norte, sem a manutenção do auxílio emergencial, 314 mil pessoas deverão voltar à miséria, passando a sobreviver com renda mensal per capita de R$ 7,60, segundo o instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“O Brasil voltou para o Mapa da Fome”, lembram os organizadores. “E, com o fim do auxílio emergencial mais 17 milhões de brasileiros podem ser jogados para abaixo da linha da pobreza”, afirmam.

Dessa forma, afirmam ser a “hora de exigir #VoltaAuxílioEmergencial de 600 reais até o final da pandemia, contra fome e para ajudar a gerar renda”.

Nesta quinta-feira (4), o ministro da Economia Paulo Guedes se manifestou sobre o auxílio emergencial. Sem definir datas, Guedes admitiu a volta do pagamento, mas para metade das pessoas.

“O auxílio emergencial, se nós dispararmos as cláusulas necessárias, dentro de um ambiente fiscal robusto, mais focalizado, em vez de 64 milhões de pessoas, pode ser a metade disso”, afirmou Guedes em entrevista.

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