OPINIÃO

Vacina obrigatória – reação dos bolsonaristas

O Governo do Rio Grande do Norte irá exigir o comprovante de vacinação de todos seus os servidores. Os poucos funcionários contrários a deliberação já começam a se manifestar nas redes sociais. É possível imaginar um manifesto dos cidadãos contrários a medida:

“O que está se passando é a demonstração frequente do estado de demência a que chegou o governo. Não há mais como desviar da pessoa da chefe do executivo a responsabilidade pela violenta imposição da vacinação dos servidores através de um absurdo decreto.

Os trabalhadores contrários a vacina entendem que o processo de imunização não pode assumir um caráter de programa de governo. Os funcionários críticos as medidas julgam que a injeção de uma substância não pode se tornar algo do interesse público.

Existem servidores que acham que se trata uma medida teratológica e estão protestando contra a obrigatoriedade da vacina em nome do direito e da liberdade”.

Entretanto, é necessário registrar considerações sobre a manifestação apresentada. Apesar de parecem bem atuais e alinhadas ao discurso do presidente Bolsonaro, são trechos adaptados de uma matéria do jornal carioca Correio da Manhã de novembro de 1904. Na ocasião, a publicação repercutiu fatos relacionados a Revolta da Vacina e deu voz a grupos contrários ao projeto de imunização idealizado por Oswaldo Cruz.

charge de 1904

Desavisados poderão achar que se tratam de tweets de uma badalada médica potiguar, falas de deputados bolsonaristas que usam patentes militares nos nomes ou a análise de um jornalista negacionista durante seu programa de rádio de Natal das 18 horas.

Enfim, “patriotas” influenciados pelo presidente da república, que faz antipropaganda dos imunizantes mas coloca o cartão de vacina sob sigilo, não percebem que estão repetindo o mesmo discurso fracassado do início do século 20.

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