CULTURA

Coletivo potiguar apresenta espetáculo de dança “Corpos Turvos” em festivais nacionais

O Coletivo CIDA (RN) aborda, por meio da dança contemporânea, os padrões de invisibilidade de corpos pretos, pobres, periféricos, soropositivos, LGBTQIAP+ ou com deficiência. O espetáculo “Corpos turvos” estreia no Festival Funarte Acessibilidança, nesta sexta-feira (22), às 20h, pelo canal da Funarte no Youtube.

Depois disso, o novo trabalho em formato presencial será apresentado na programação do Festival Nacional de Teatro Toni Cunha, dia 29 de julho, às 20h, na cidade de Itajaí/SC.

Ainda na programação do Festival, o Coletivo realiza, no dia 30 de julho, Oficina de Acessibilidade e Inclusão nas Artes Cênicas, uma ação formativa que tem como princípio o compartilhamento de mecanismos de inclusão e acessibilidade utilizados no âmbito do Coletivo CIDA. A atividade tem como princípio a capacitação técnica de monitores e professores da área artística que podem ter entre seus alunos, crianças e ou adolescentes com alguma deficiência.

Seguindo a turnê, o CIDA exibe Corpos Turvos em Brasília, no Teatro Sesc Garagem, no dia 1º de agosto, como ação contemplada no Edital Funarte Circulação das Artes – Edição Centro-Oeste, e por meio de parceria com o Sesc-DF.

Quem são e o que fazem

Fundado por Arthur Moura, René Loui e Rozeane Oliveira, artistas e produtores, o CIDA se destaca no cenário cultural norte-rio-grandense pela produção experimental e inclusiva.

Corpos Turvos teve pesquisa iniciada em 2019 na residência artística na Odisha Biennale, na Índia. Inicialmente pensado como um espetáculo solo para os formatos presenciais, a partir de outra residência artística virtual entre René Loui (MG/RN) e Jussara Belchior (SC), dois pesquisadores das diferenças na dança, se concretiza como obra audiovisual de dança.

O espetáculo foi desenvolvido em meio à pandemia de covid-19, unindo profissionais de diversas partes do Brasil e do mundo. Na concepção, direção coreográfica e artística: René Loui (MG/RN); na interlocução dramatúrgica e coreográfica: Jussara Belchior (SC); na direção de vídeo: Gustavo Guedes; na direção de fotografia: Pedro Medeiros (Brasil/Tailândia); na trilha sonora: Fabian Avilla Elizalde (México). A obra conta ainda com participação sonora de Katharina Vogt (Alemanha).

O trabalho apresenta como convidados os intérpretes: Ana Cláudia Viana, André Rosa, Jânia Santos, Marconi Araújo, Minotti Rodrigo, Omim D’Funfun, Pablo Vieira e Rozeane Oliveira.
A coreografia de Corpos Turvos foi pensada de modo a não excluir a pessoa com deficiência. Contrariamente, se constrói a partir das possibilidades de cada corpo que dança. Com a dança, a obra pede por empatia.

Todas as informações sobre os lançamentos podem ser acompanhadas pelos canais de comunicação do COLETIVO CIDA.
Site: www.coletivocida.com.br
Instagram: @coletivocida

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