Consórcio Nordeste defende uso de recursos do BNB para financiar empréstimos a estados; aporte chegaria a R$ 15 bilhões
Natal, RN 24 de abr 2024

Consórcio Nordeste defende uso de recursos do BNB para financiar empréstimos a estados; aporte chegaria a R$ 15 bilhões

25 de dezembro de 2022
3min
Consórcio Nordeste defende uso de recursos do BNB para financiar empréstimos a estados; aporte chegaria a R$ 15 bilhões

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Presidente do Consórcio Nordeste, o governador da Paraíba João Azevedo (PSB) defende que parte do fundo institucional de desenvolvimento do Banco do Nordeste financie empréstimos aos estados da região. Atualmente, esses recursos só são usados para financiamento de empresas privadas ou públicas. Para Azevedo, se 30% do fundo fosse destinado aos Estados o aporte investido chegaria a R$ 15 bilhões.

João Azevêdo é filiado ao PSB e foi eleito presidente do Consórcio Nordeste em 8 de dezembro, sucedendo Paulo Câmara, governador de Pernambuco.

Segundo ele, mesmo com nota "A" do Tesouro Nacional, a Paraíba não conseguiu empréstimos com nenhum banco público brasileiro, diferente de bancos internacionais, como o Banco Mundial e o BID, que financiaram projetos no estado:

"Não conseguimos uma assinatura da Caixa Econômica", desabafou.

Em entrevista ao portal Uol, o paraibano destacou que as conversas do Consórcio Nordeste com o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva já começaram. E confirmou que ainda em janeiro, Lula vai receber os governadores de todos os estados. Durante a campanha, o então candidato do PT já tinha anunciado a intenção de reunir os chefes dos executivos estaduais e adiantou que pediria a cada um deles pelo menos três obras para que a União financiasse.

Uma preocupação do Consórcio Nordeste, que Azevedo já externou para Lula, está relacionada aos órgãos regionais:

- Especialmente no Nordeste, tivemos uma reunião na qual colocamos expectativas que temos da gestão dos próprios órgãos regionais: Banco do Nordeste, Chesf, Codevasf, Sudene. Eles precisam estar definitivamente afinados com os estados nordestinos”, disse.

Criação do Consórcio Nordeste, em 2008 / Foto: Fernando Vivas/Governo da Bahia

Sobre as dificuldades enfrentadas nos últimos 4 anos, durante o governo Bolsonaro, além da barreira ideológica Azevedo citou a força do Orçamento Secreto como entrave para investimentos federais:

- Com o orçamento secreto, os ministérios praticamente ficaram sem investimentos. A gente procurava e sempre perguntavam se tínhamos emenda para colocar e fazer o projeto. A capacidade do governo federal ficou limitada. Tanto que você não teve nenhum grande programa de investimento, de habitação, de infraestrutura, de desenvolvimento social. Por isso, nossas idas a Brasília diminuíram significativamente porque não havia apoio para os projetos”, afirmou.

Ministérios

O futuro governo do presidente Lula já mostrou que o Nordeste terá outro tratamento da União a partir de 2023. Até o momento, sete ministros anunciados são da região, incluindo quatro ex-governadores: Margareth Menezes (Cultura), Luciana Santos (Ciência e Tecnologia), José Múcio (Defesa), Flávio Dino (Justiça), Wellington Dias (Desenvolvimento Social), Rui Costa (Casa Civil), Camilo Santana (Educação) e Márcio Macêdo (secretaria-geral da Presidência).

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