CULTURA

Equipe de Sideral, filme potiguar na pré-lista do Oscar 2023, se encontra com ministra da Cultura e celebra “abertura de portas”

Parte da equipe de Sideral, único filme de ficção brasileiro na pré-lista do Oscar 2023, se encontrou com a ministra da Cultura, Margareth Menezes, nesta terça-feira (03) em Brasília. Em nome do filme, estiveram presentes o produtor Pedro Fiuza e o ator Robson Medeiros. 

“Foi um encontro muito rápido. A ministra estava numa outra solenidade, então nesse momento a gente só apresentou para ela que existia o filme, que nós vínhamos do Rio Grande do Norte, que o filme estava na shortlist do Oscar – que é a semifinal – e que era o  único filme de todas as Américas que está concorrendo nessa categoria, e a única ficção brasileira que está no Oscar de uma forma geral. O outro é um documentário em coprodução”, comentou Fiuza. 

Sideral concorre na categoria de Melhor Curta-Metragem em Live Action. A outra obra cinematográfica a que ele se refere é O Território, documentário com coprodução brasileira sobre o povo amazônico Uru-Eu-Wau-Wau, que concorre na categoria documentário longa-metragem.

Para o produtor do curta, o momento foi de “abertura de portas”.

“Nesse primeiro momento foi mais uma abertura de portas para que a gente possa aprofundar esse diálogo. O que a gente quer é justamente um apoio de todo mundo que puder para essa campanha que a gente está fazendo para o Oscar”, disse Pedro Fiuza.

Além de Margareth Menezes, os profissionais se encontraram ainda com as deputadas federais Benedita da Silva (PT-RJ) e Jandira Feghali (PCdoB-RJ), autoras das Leis Aldir Blanc 1 e 2. Segundo Fiuza, foram estas políticas de incentivo que possibilitaram que a produção potiguar chegasse até a pré-lista da maior premiação do cinema mundial. 

“A gente presenteou ela [Margareth] com os materiais do Sideral, que é um poster, uma camiseta e uma bolsa. E aí a gente entregou para ela, para Jandira Feghali e para Benedita da Silva, porque elas também foram as autoras das leis Aldir Blanc, e a gente fez o filme com a lei Aldir Blanc”, afirmou o produtor.

Parlamentares do Rio Grande do Norte também estiveram no encontro, como a deputada estadual eleita Divaneide Basílio, a reeleita Isolda Dantas, e a federal Natália Bonavides, todas do PT, além da governadora Fátima Bezerra.

Segundo Fiuza, o momento é de “poder dialogar” junto à volta do MinC, “que nunca deveria ter sido excluído”. A pasta foi recriada este ano pelo presidente Lula.

“E eu também vejo que esse é um novo momento para que a gente repense a cultura nacional de um jeito mais diverso de fato, porque muitas vezes a cultura, sobretudo no cinema, que requer um grande nível de investimento, o financiamento e as informações ficam concentradas no eixo Rio-São Paulo”, lamentou Pedro.

“Essa concentração não reflete a diversidade artística do nosso cinema. É muito importante Sideral representar o Brasil. Um filme que vem do Rio Grande do Norte, com uma política pública estar representando um país inteiro. Eu espero que se olhe para esses outros Brasis, porque já se produz muita arte fora do eixo Rio-São Paulo e ter esse olhar também descentralizado, fora do Eixo, é importante”, refletiu o profissional.

“Não tem como a gente articular isso só com a iniciativa privada, só com a vontade, porque aí não se descentraliza. Precisa de políticas públicas mesmo, então precisa de um governo democrático e de um Ministério da Cultura, de uma Ancine, de uma Secretaria do Audiovisual articulando isso”, desejou.

Para Divaneide Basílio, o momento é de emoção com “a cultura tomando posse”.

“E com certeza Sideral vai muito longe, já indicado e quem sabe a gente não vai ter mais coisas ainda a comemorar muito em breve. Então a gente está muito feliz de saber que o povo potiguar tem cultura de muita qualidade. Agora tendo o MinC reestabelecido, foi muito importante esse abraço, esse registro, esse acolhimento junto com a governadora, junto com a nossa ministra da Cultura e a gente tem que celebrar”, comentou.

Isolda Dantas lembrou ainda que Sideral foi o curta que representou o Brasil no Festival de Cannes, antes mesmo de ser pré-indicado ao Oscar 2023.

“Encontro de potências e de referências do setor cultural nacional. As novas páginas da história do Brasil também serão escritas pelos artistas potiguares!”, pontuou a deputada.

Além de Robson Medeiros, o elenco é estrelado pelos atores potiguares Enio Cavalcante, Priscilla Vilela, Fernanda Cunha, Matteus Cardoso, Matheus Brito e George Holanda.

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