Após 20 anos, PT deve lançar candidato a prefeito de Parnamirim
Natal, RN 21 de abr 2024

Após 20 anos, PT deve lançar candidato a prefeito de Parnamirim

14 de novembro de 2023
5min
Após 20 anos, PT deve lançar candidato a prefeito de Parnamirim
Eron Flávio de Oliveira é professor do IFRN | Foto: reprodução

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Com o professor Eron Flávio lançado como pré-candidato à Prefeitura de Parnamirim, o PT quer “inverter prioridades” e colocar em cena as discussões sobre orçamento participativo.

O nome de Eron foi confirmado em plenária do partido realizada no fim de outubro. Docente do IFRN, ele tem 52 anos, é doutor em Ensino de Línguas e dá aulas há 33 anos na rede pública. Já foi candidato quatro vezes a vereador e uma a deputado estadual, sempre pelo partido de Lula e Fátima Bezerra.

A pré-candidatura, segundo ele, apresenta uma “visão clara do futuro”.

“A gente quer inverter prioridades. Investir na periferia, melhorar a vida das pessoas. Por exemplo, a gente quer que os serviços públicos cheguem na periferia, não fiquem só no centro”, aponta Eron.

Com o terceiro maior Orçamento do Estado (cerca de R$ 1 bilhão), o professor espera que a população possa direcionar para onde o dinheiro vai ser aplicado.

“A gente quer alcançar mais pessoas com os programas regulares. Num Orçamento desse tamanho não pode ficar ninguém de fora. Queremos colocar na agenda as minorias, combater a miséria, a pobreza, a exclusão social. A gente quer saber quem são os desempregados da cidade, onde eles estão, o perfil deles. A gente quer fomentar o trabalho, colocar de fato os mais vulneráveis na agenda”, define.

Plénária que oficializou nome de professor ocorreu em 28 de outubro | Foto: reprodução

Caso eleito, o orçamento participativo deve ser prioridade.

“Uma coisa que não acontece mais nas gestões e ninguém fala mais é criar genuinamente o orçamento participativo. O primeiro ano é um ano de ajuste, o segundo ano a gente já quer colocar um orçamento participativo realmente para ouvir as pessoas. A gente quer a centralidade da participação política e cidadã de todos os que moram em Parnamirim”, projeta o educador.

PT de volta à cena

Há quase duas décadas o PT não lança candidatura para o Executivo de Parnamirim. A última tentativa foi nas eleições de 2004. De acordo com Eron, a escolha foi uma tática em prol das alianças amplas, tal como Lula fez ao chegar à Presidência. O partido esperava, com isso, fortalecer as nominatas para vereador e eleger algum representante na Câmara, o que não aconteceu no período.

“A gente tem uma outra concepção de formação de consciência, formação política, de partilhar a ideia de que todos têm direito sobre os bens públicos. Esse convencimento é lento, demorado, mas nós ficamos na suplência”, explica. 

Para o próximo ano, contudo, a direção local resolveu reorientar a tática.

“Só que agora em 2024, o coletivo do diretório municipal, já muito esgotado em relação a essa postura de cessão, e cedendo em todas as campanhas em favor de outros candidatos majoritários que não eram necessariamente do nosso campo, a gente decidiu que a gente ia concorrer.”

De acordo com o pré-candidato petista, os nomes principais que figuram na política parnamirinense são “face da mesma moeda”.

“Eles querem manter a situação, o status quo de Parnamirim, porque agem como convém, fecham os olhos para a verdadeira razão de ser da política que é governar para o bem de todos. Eles já tiveram oportunidade”, apregoa. 

“Qual a grande ação política dos atores de Parnamirim? Não tem. Se tirarmos aqui de Parnamirim as UPAs que o governo Lula e Fátima colocaram, o teatro, se tirarmos os cinco mil apartamentos do Minha Casa, Minha Vida, se tirarmos o Instituto Federal, se tirarmos a duplicação da BR que são obras fundantes, extremamente estruturantes da nossa cidade, você vai ver que Parnamirim vai voltar à década de 1990. E esses caras já passaram 20 anos no governo”, comenta o professor.

Alianças

O PT integra uma federação com o PV e PCdoB, mas a pré-candidatura ainda deve ser debatida mais a fundo.

“Essa semana a gente pretende sentar para conversar mais com o PCdoB, mas a ideia é que a gente que haja uma conversão para uma candidatura. Mas isso não impede de jeito nenhum que os partidos também ofereçam nomes. O que a gente não pode mais deixar é o vazio”, afirma Eron. 

Outro grupo que ainda deve discutir com o PT na terceira maior cidade do estado é a federação formada entre PSOL e Rede:

“A gente não quer mais entregar a gestão municipal para pessoas que contribuíram para o aumento da miséria e da fome na cidade, mas o nosso diálogo principal é com a população”, define o petista.

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