UFRN vai receber encontro de estudantes negros e cotistas 
Natal, RN 17 de jul 2024

UFRN vai receber encontro de estudantes negros e cotistas 

19 de novembro de 2023
3min
UFRN vai receber encontro de estudantes negros e cotistas 
Encontro foi precedido por lançamento em 7 de novembro | Foto: divulgação

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A UFRN receberá na próxima semana o segundo Encontro de Negros, Negras e Cotistas (ENUF). O evento é organizado pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE).

Marcado entre os dias 22 e 24 de novembro, o ENUF tem como função a auto-organização, produção teórica e prática da população negra da ciência e saberes populares na universidade, diz Jeff Rodrigo, militante do movimento Enegrecer e coordenador de Combate ao Racismo do DCE.

“Objetivo é fomentar debates acerca da permanência estudantil e despertar consciência de raça do povo negro na academia”, explica.

O encontro acontece uma semana depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou a atualização da Lei de Cotas no ensino superior. A nova lei trouxe a inclusão de cotas específicas para a população quilombola. 

Segundo Jeff Rodrigo, esta política e a sua continuidade são um passo importante para ações de reparação. O assunto, inclusive, será o tema da mesa inaugural do evento, que acontece na quarta-feira (22), às 18h, na sede do DCE da UFRN.

“Com o aperfeiçoamento da lei de cotas foi garantido a prioridade de bolsas e auxílio financeiro para estudantes cotistas. É importante dizer que pessoas quilombolas também foram inseridas, garantido a participação desse grupo que também é vítima do racismo e de suas estruturas”, afirma o militante do Enegrecer. 

Para Rodrigo, a política permite que negros e negras não sejam mais silenciados. 

“É potencializar sonhos e garantir a concretização deles”, comemora.

Ao longo dos três dias de encontro dos negros, negras e cotistas da universidade, serão debatidos temas como arte e cultura como mecanismo de enfrentamento ao racismo; genocídio da população negra; direito da população negra à moradia e à cidade; e a produção epistêmica da população negra universitária. 

“Também serão discutidos os 10 anos de lei de cotas; acesso à saúde para a população negra; políticas estudantis de permanência em defesa dos corpos e territórios; e desafio e perspectiva das mulheres negras na universidade”, explica o coordenador do DCE.

Confira a programação completa:

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