Governo busca R$ 15 milhões para recuperar Casas de Cultura do RN
Natal, RN 22 de fev 2024

Governo busca R$ 15 milhões para recuperar Casas de Cultura do RN

11 de janeiro de 2024
5min
Governo busca R$ 15 milhões para recuperar Casas de Cultura do RN
Prédio de Jardim do Seridó é um dos que precisam de recuperação | Foto: FJA

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O governo Fátima (PT) foi até Brasília buscar recursos para recuperar algumas das Casas de Cultura do Rio Grande do Norte. São 27 unidades deste tipo no território potiguar, das quais 15 necessitam de algum tipo de reparo. A secretária extraordinária da Cultura, Mary Land Brito, espera que o estado receba até R$ 15 milhões.

Uma reunião aconteceu na terça-feira passada (9) entre o governo e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na capital federal. 

As 27 Casas estão espalhadas em todas as regiões do RN. Os prédios, casarões históricos, sobrados neocoloniais, antigas estações de trem e usinas de beneficiamento de algodão que precisam de revitalização estão localizados em Alexandria, Caraúbas, Cruzeta, Currais Novos, Florânia, Grossos, Janduís, Jardim do Seridó, João Câmara, Lajes, Macaíba, Parelhas, São José do Campestre, Umarizal e Viçosa. 

Foto: Guia Dantas

O dinheiro viria de um Edital do BNDES, de 2021, intitulado “Recuperação do Espaço Físico das Casas de Cultura Popular, renovação do mobiliário dos auditórios e aquisição de equipamentos”. À época, o estado ganhou o edital, mas o recebimento do recurso foi travado pelo governo Bolsonaro (PL), segundo Brito.

“Esse aporte que a gente está dialogando foi um edital que aconteceu no governo anterior que a Fundação José Augusto (FJA) foi vencedora. Era um edital no valor de R$ 15 milhões que a Fundação foi vencedora e o Governo Federal, na época, colocou que a fundação não era uma fundação de cultura, e não pôde receber esse recurso”, explicou.

A Secretaria, então, entrou com um recurso. Com a volta do Ministério da Cultura do governo Lula, já houve parecer favorável ao recebimento, assim como no BNDES. A tarefa, agora, é dar entrada em toda a documentação novamente. A titular da Cultura do RN não deu prazo para o possível recebimento do apoio financeiro.

Segundo Maryland, as unidades precisam de diferentes tipos de melhorias. Algumas, mais simples, como pinturas; outras já necessitam de adequações nos auditórios. 

“E algo importante também é a gente pensar na acessibilidade: como que a gente, com esses recursos, consegue transformar as Casas da forma mais acessível possível”, pontuou a secretária.

De acordo com a governadora Fátima Bezerra, que também participou da reunião em Brasília, as Casas de Cultura Popular foram idealizadas para descentralizar e democratizar as ações do Estado na área da cultura. 

“Na maior parte dos municípios, elas são o único equipamento cultural existente e precisamos dar toda nossa atenção para preservar e revitalizá-las”, ressaltou a chefe do Executivo estadual.

Sobre as Casas de Cultura

Criadas em 2003, na gestão do escritor François Silvestre, muitos prédios que abrigam as Casas de Cultura Popular destacam-se pela singularidade arquitetônica e pelo significado histórico que guardam para a história local. São casarões e locais restaurados para abrigar a produção cultural produzida pela sociedade local, de modo espontâneo ou estimulada pelas políticas públicas formuladas pelo Governo do Estado através da Fundação José Augusto.

Complexo da Rampa

A agenda da governadora em Brasília incluiu ainda uma reunião com a diretoria do Banco do Brasil para apresentação do Complexo Cultural Rampa para possíveis ações de parceria neste equipamento.

O Complexo Cultural Rampa, inaugurado em janeiro de 2023, é um acervo patrimonial do Estado com 11 mil metros quadrados de terreno e 2.800 metros quadrados de área construída, o complexo abriga o "Memorial do Aviador" e o "Museu da Rampa".

Além do potencial cultural, a governadora Fátima Bezerra ressalta a importância histórica do Complexo, desde sua construção em 1930 até a Conferência do Potengi durante a Segunda Guerra Mundial. O imóvel é reconhecido como parte do conjunto urbanístico e arquitetônico da cidade, sendo um sítio representativo da história da capital potiguar.

“Vamos continuar com uma série de reuniões e planejamento para ver a forma que o Banco do Brasil pode atuar no Complexo Cultural da Rampa e a gente sabe o quanto isso é importante para que a população do Rio Grande do Norte possa ter acesso à uma programação de extrema qualidade e diversidade que o Banco do Brasil tem em seus centros culturais”, afirmou a secretária extraordinária da Cultura, Mary Land Brito.

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