Apicultores de Nísia Floresta recebem registro para venda do mel
Natal, RN 26 de fev 2024

Apicultores de Nísia Floresta recebem registro para venda do mel

5 de fevereiro de 2024
4min
Apicultores de Nísia Floresta recebem registro para venda do mel
A Cooperativa Potiguar de Produção Agropecuária (Coopa), que reúne um grupo de 30 pequenos apicultores de Nísia Floresta (RN), recebeu autorização do Idiarn para comercialização do mel em todo o estado / Foto: Moraes Neto

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Os produtores de mel ligados à Cooperativa Potiguar de Produção Agropecuária (Coopa) acabam de superar um dos principais gargalos que freavam a expansão da atividade no município de Nísia Floresta (distante cerca de 40 quilômetros de Natal), a venda da produção para outras localidades do Rio Grande do Norte. Depois de décadas em busca desse registro, finalmente, a cooperativa recebeu o selo de certificação do Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária do estado (Idiarn) para o transporte, distribuição e comercialização dos produtos com rótulo próprio em todo o território potiguar.

Para o grupo de 30 apicultores cooperados, a conquista representa o fim do repasse do mel e demais produtos apícolas a atravessadores, que faziam o preço despencar, o faturamento do grupo cair e intensificar o desinteresse em continuar na atividade. O entreposto de Nísia Floresta tem capacidade para processar cerca de 15 toneladas de mel por ano, além de outros derivados, como o pólen.

"Com esse selo, nós, apicultores, teremos para onde escoar o mel de maneira formal em todo o estado, diminuindo sensivelmente um dos principais gargalos, que era a venda do produto”. Agora, podemos distribuir o nosso mel em todo o estado”, comemora o presidente da Coopa, José Miranda, o Zezinho.

Zezinho Miranda (centro) exibe o certificado do Idiarn. Foto: ASN-RN
Zezinho Miranda (centro) exibe o certificado do Idiarn. Foto: ASN-RN

De acordo com o presidente, a falta dessa autorização vinha provocando uma desaceleração da atividade na região, assim como ocorre com associações e grupos de apicultores de outros municípios potiguares que não detêm o selo do Idiarn. Devido às dificuldades para a venda, muitos apicultores acabavam abandonando a atividade, o que impactou diretamente a produção de mel no município em função da redução do número de apiários e consequentemente das colmeias. Segundo Zezinho Miranda, a cooperativa tem capacidade de processar cerca de 15 toneladas de mel por ano, volume que agora pode ser atingido com esse registro estadual.

Sem a certificação, a alternativa para expandir o escoamento da produção de mel e outros produtos apícolas além dos limites de Nísia Floresta, acabava sendo a comercialização informal, que fazia o preço despencar. Um quadro que agora deve ficar no passado. “Para que isso se tornasse uma realidade, contamos com parceiros importantes, como o Sebrae e o Senar, além de outros”, cita Zezinho Miranda.

O grupo tem sido atendido pelas ações do Projeto Territórios – Setorial Apicultura do Sebrae-RN há três anos. Além de acompanhamento, orientações e capacitações técnicas, o grupo recebeu ainda consultorias especializadas de forma individualizada. Segundo a gestora do projeto, Honorina Eugênia, a atuação das equipes de técnicos e consultores envolveu desde orientações até cursos sobre boas práticas no processo de fabricação, envase e embalagens do mel, uso e disposição dos equipamentos dentro da casa de mel, além de capacitação dos profissionais que atuam no entreposto. Essas adequações na estrutura e qualificação de pessoal estão entre as principais exigências para liberação do registro pelo Idiarn.

Apiário com as colmeias. Foto: Charles Paiva

“As ações realizadas visam a qualificação dos produtores, não somente para a obtenção do registro, mas sobretudo para uma apicultura de alta produtividade e alto poder de comercialização dos produtos fabricados. Com esse certificado do Idiarn, esses apicultores de Nísia Floresta vão ter permissão para comercializar o mel com o rótulo próprio e de forma legalizada para qualquer município do estado e distribuir para estabelecimentos como supermercados e mercadinhos. Outra vantagem é a possibilidade participar de compras públicas para o fornecimento do mel para a merenda das escolas públicas de qualquer cidade do estado”, destaca a gestora.

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