Djavanear é “o que há de bom”
Natal, RN 18 de mai 2024

Djavanear é “o que há de bom”

23 de março de 2024
3min
Djavanear é “o que há de bom”

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“Dizem que o amor atrai” e eu acredito. Fui atraída para ele como uma ventania que “abraça uma nuvem que passa no ar”... Como um açaí atraindo um “zum de besouro”, fui seduzida por uma voz de cor lilás. Feito sina de qualquer fã indefesamente sedento diante de seu ídolo, caí aos pés do vencedor para ser seu serviçal..., mesmo sabendo que “amar é um deserto” e já ter experimentado seus temores.

Depois de um show de Djavan não tem como escrever sem ser atravessada por algumas de suas muitas pérolas, ou seriam pétalas?

Sem ter a mente inundada por suas metáforas únicas, sem voltar para casa mais iluminada, mas cheia de cor, lilás, azul (‘essa cor que azuleja o dia”), amarelinha... “Queimando mansinho, cedinho, cedinho, cedinho...”

Não tem como retornar sem querer viver um amor puro, (“quero mais que tudo”), sem querer “amar sem limites, viver uma grande história”. Voltar para casa mais apaixonada, mais cheia de melodia, com o olhar surgindo “nas pontas de estrelas perdidas no mar, pra chover de emoção, trovejar”... Ai!

Atraída para Djavan, para sua voz, para suas cores e sons e canções e ritmos, experimentei o que era ser oceano. Djavan desaguou em mim e me encharcou de amor, de beleza, de leveza, de calor. “Ai, quanto querer cabe em meu coração” ???... Sei não!!!

Djavan... “meu bem-querer”, permita-me tocar seu nome “pra poder falar de amor”. Porque é assim que eu estou hoje: cheia de amor, cheirando azul, sacramentada, com um “quê de pecado acariciado pela emoção”. Hoje eu “bato e finco pé a sangue de rei” para esperar “o grito do prazer açoitar o ar”... E olha que não é réveillon! (HAHAHAHAHA!!!)

Hoje eu não quero um dia frio, nem “um bom lugar para ler um livro”.

Quero que tudo nasça “mais belo, o verde faz do azul com o amarelo, o elo com todas as cores, pra enfeitar amores gris.” Quero a “força do beijo”, o “afã de um desejo”. Quero “viajar, entre pernas e delícias”.

Para além da beleza, da leveza, do amor e do calor, dos sentimentos e cores, Djavan deixa crescer em mim muito tesão, aquele do tipo romântico e prostituto, desses confusos e indecisos que diz “que não sabe se não, mas também não tem certeza que sim”.

E francamente, “se pedir a Deus pelo meu prazer não for pecado, vou rezar”... E provavelmente vou deixar ele “crescer até romper a manhã”... ao som de Djavan, é claro!

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