Potiguares vibraram com show de Madonna no RJ
Natal, RN 28 de mai 2024

Potiguares vibraram com show de Madonna no RJ

6 de maio de 2024
1min
Potiguares vibraram com show de Madonna no RJ
Foto: REUTERS/Pilar Olivares

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O show de Madonna no último sábado (4) levou uma multidão a ocupar as areias da praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Entre o público de 1,6 milhão de pessoas, estavam potiguares que viajaram só para assistir o espetáculo da diva pop.

A festa foi o encerramento da “The Celebration Tour”, que celebra os 40 anos de carreira da artista. Aos 65 anos, Madonna levou ao palco nomes como Anitta, Pabllo Vittar e uma bateria com crianças, comandada por Pretinho da Serrinha. Dos fãs de décadas aos mais recentes, todos celebraram a diversidade em terras cariocas.

Marcelo Soares, por exemplo, foi ao seu sétimo show de Madonna. Ele esteve presente em todas as vezes que ela veio ao Brasil: 1993, 2008, 2012 e 2024. O fã de 50 anos diz que ouvia falar da cantora desde muito pequeno, mas só veio prestar atenção de fato no lançamento de Like a Prayer, em 1989. 

“O comercial em parceria com a Pepsi foi lançado naquele ano, no mesmo horário, no mundo todo! E fiquei muito curioso para ver. E assisti, no dia que foi exibido. Logo em seguida, foi lançado o videoclipe da música. Aí foi nesse momento que fui arrebatado”, relembra.

Marcelo é um dos administradores da página "Madonna Literal" e assistiu show na área vip como convidado | Foto: cedida

Na primeira oportunidade que teve, Marcelo comprou o disco.

“Aquela mulher dançando em frente a cruzes pegando fogo, beijando um santo negro, uma mulher sendo assassinada por brancos e um negro levando a culpa por puro racismo, foi como se uma bomba tivesse sido jogada na minha cabeça”, conta sobre o disruptivo clipe.

Antes do anúncio oficial do show da cantora no RJ, diversos boatos rondaram a internet e o mundo da música. Marcelo diz que nunca duvidou que a artista viria ao Brasil.

“Sempre acreditei que tudo iria mesmo se concretizar. E aí, quando saiu o anúncio oficial do Itaú foi a hora de sair catando passagens aéreas. Eu dei muita sorte, porque consegui até por um preço muito bom, tão em cima da hora”, conta o fã, que gastou menos de RS 1 mil para ir e voltar do Rio.

Ele afirma que duas partes do show o marcaram mais. Uma, em que já estava ansioso para ver, foi o momento em que Madonna canta Bad Girl com a filha Mercy James tocando piano. Outra parte especial foi o mashup da canção Music com instrumentos de escola de samba. 

“Nossa, aquilo foi incrível. Acredito que tenha ficado não só na minha, mas na cabeça de todo mundo que assistiu. A Madonna fez um show não só no Brasil, ela fez um show para os brasileiros, para o país. Foi arrepiante”, descreve.

Se Marcelo Soares já é um experiente em ver a cantora pop presencialmente, a estudante Geja Muniz teve a primeira oportunidade no último sábado. Ela conta que estava mais cética em relação à vinda da cantora ao país quando começaram os primeiros boatos, mas logo quando houve a confirmação, sabia que seria um feito histórico.

Um dos problemas enfrentados por ela foi a alta das passagens logo após o anúncio, mas a aluna de Audiovisual da UFRN contou com a ajuda da mãe, uma “rata das promoções”, como brinca, para a ajudar a achar os melhores preços. Foi a primeira vez em que Geja fez uma viagem tão longa sozinha. Ela chegou à capital carioca na última sexta (3) de manhã e pegou o voo de volta para a capital potiguar na madrugada desta segunda (6).

Geja vivenciou primeiro show de Madonna neste sábado | Foto: cedida

“Eu sou fã de Madonna acho que desde sempre. Como uma boa bicha que se preze eu admiro muito a Madonna não só como cantora, mas como a multiartista completa, como pessoa que ela é, sem medo de se pronunciar, e acompanhava essa tour em vídeos, no Tik Tok, há algum tempo já, principalmente pela Bob the Drag Queen, uma drag queen que já ganhou o Drag Race e tá fazendo a tour junto com a Madonna. E foi incrível, além da Madonna, ver uma drag queen que eu admiro também há muito tempo e que tá junto com ela”, conta.

Geja chorou três vezes no show. Entre os momentos mais especiais para a estudante, está a parte em que a artista homenageia brasileiros.

“Em ‘Live to Tell’, que ela homenageia as pessoas mortas em decorrência da Aids, passou Renato Russo, passou Cazuza”.

Já Anitta foi jurada no momento da ballroom.

“É minha parte favorita da turnê, quando ela vai cantar ‘Vogue’ e começa uma ode à comunidade ballroom”, diz a natalense, citando também a bateria de samba e a participação de Pabllo Vittar como outros momentos icônicos.

“Eu admiro a Madonna não só como cantora, mas como multiartista, então no palco ela toca, canta, dança, performa, troca de figurino, ela interage com os visuais do telão. Ela é um show completo”, crava.

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