Natal terá atos no 1º de maio pelo fim da escala 6×1
Natal, RN 14 de jun 2026

Natal terá atos no 1º de maio pelo fim da escala 6x1

29 de abril de 2026
5min
Natal terá atos no 1º de maio pelo fim da escala 6x1
Atos acontecem na Zona Sul e na Zona Leste da capital - Foto: assessoria CUT-RN

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A próxima sexta-feira será um dia de luta em Natal. A capital potiguar terá dois atos relativos ao 1º de maio, Dia Internacional do Trabalhador, com foco na defesa da redução da jornada e pelo fim da escala 6×1, além de outros temas.

Um dos atos é convocado pelas centrais sindicais, como CUT, CTB, Intersindical e CSP-Conlutas, e demais movimentos sociais. A manifestação tem concentração marcada às 8h30 na Ferreira Costa, e caminhada pela Avenida Engenheiro Roberto Freire até o ponto 7, na Cigarreira do Gil. As reivindicações contemplam:

• Redução da jornada e fim da escala 6×1

• Combate ao feminicídio

• Combate à pejotização

• Fortalecimento das negociações coletivas

• Direito de negociação para os servidores

• Regulamentação do trabalho em aplicativos

• Trump, tire suas mãos da América Latina: em defesa da soberania nacional

“O 1º de maio sempre foi um dia de reafirmarmos a defesa dos direitos da classe trabalhadora e ampliação desses direitos”, destaca Irailson Nunes, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Rio Grande do Norte.

Ele afirma que, entre tudo o que é reivindicado, a pauta central é defender projetos da classe trabalhadora que estão em curso e que a sociedade almeja. Um destaque é a defesa pelo fim da escala 6×1.

“Já temos pesquisa de opinião feita pelo Datafolha que 71% da população brasileira apoia o fim dessa escala de trabalho, que é uma escala injusta, exaustiva aos trabalhadores que está trazendo adoecimento. Então, é preciso avançarmos nessa pauta”, aponta.

Alexander Brito, da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) no RN, afirma que a redução da jornada de trabalho garante mais qualidade de vida para o trabalhador. Ele também destaca a relação com o Abril Verde, uma campanha nacional de conscientização sobre a saúde e segurança no trabalho.

“Estamos discutindo saúde do trabalhador e verificando índices alarmantes de acidentes de trabalho, de afastamentos, em virtude de condições precárias de trabalho. Vamos lutar também contra a pejotização, pela regulamentação dos trabalhadores por aplicativos, a regulamentação da negociação coletiva no serviço público e pela dignidade, pela vida das mulheres, pelo fim do feminicídio e o combate à violência contra a mulher”, diz.

Santino Arruda, da Intersindical, destaca a data histórica do 1º de maio. 

“Foram conquistas adquiridas com o pé no chão na lama. Portanto, a gente quer fazer esse registro da importância desse dia”.

Ele lembra que, neste mês, o presidente Lula enviou ao Congresso o projeto de lei que reduz o limite da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garante dois dias de descanso remunerado e proíbe qualquer redução salarial. Na prática, o texto coloca fim à escala 6×1. O sindicalista espera ver a pauta sair vitoriosa do Congresso. Além disso, também cita a relação da proposta com a vida das mulheres e as múltiplas jornadas de trabalho que elas enfrentam.

“É uma proposta da própria classe trabalhadora que o governo adotou. A gente espera vitoriosa no Congresso Nacional”, diz.

Rosália Fernandes, da CSP-Conlutas, diz que a central vai estar em Natal e outros locais dizendo não ao aumento da exploração e da precarização.

“Os trabalhadores, a juventude, os oprimidos e os movimentos populares estão sofrendo uma grande ofensiva da extrema-direita e também das políticas de conciliação que os governos, tanto a nível federal e também estado, vêm fazendo com a classe trabalhadora para poder permanecer no poder”, alerta.

Além das pautas centrais construídas em unidade, a CSP também levanta reivindicações próprias, como a revogação da reforma trabalhista e do Arcabouço Fiscal. 

“É preciso que a classe trabalhadora, a juventude, homens e mulheres estejamos nas ruas para construir essa unidade, essa força que é necessária para enfrentar todos os ataques e avançar nas conquistas”, defende.

UP e movimentos sociais fazem ato na Ribeira

Paralelo ao ato das centrais, a Unidade Popular pelo Socialismo (UP) e movimentos aliados fazem uma manifestação às 9h com concentração no Teatro Alberto Maranhão, bairro da Ribeira. 

A convocatória reúne o Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), Movimento de Mulheres Olga Benário, Rebele-se, Movimento Luta de Classes (MLC), União da Juventude Rebelião (UJR), Frente Negra Revolucionária (FNR) e Movimento Correnteza.

A pauta deste ato defende:

• Fim da escala 6×1 sem redução dos salários!

• Aumento geral dos salários!

• Fim das guerras imperialistas 

“O 1° de maio carrega um peso histórico importante para a luta das trabalhadoras e dos trabalhadores no mundo, sobretudo no atual momento. Esse dia surge pela incansável batalha para reduzir a jornada de trabalho. Hoje, estamos em uma incansável luta pela redução da jornada e da escala de trabalho 6×1, que escraviza nossa classe trabalhadora”, diz publicação das organizações nas redes sociais.

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