DEMOCRACIA

Servidores da Comunica reagem à ataque a TVU e cobram diálogo na UFRN

Os servidores da TV Universitária, FM Universitária e Agecom divulgaram nesta segunda-feira (11), por meio do Fórum de Servidores da Comunica, uma nota dura em que cobram, entre outros pontos, diálogo e planejamento da Superintendência de Comunicação.

Desde que os bolsistas da TVU iniciaram uma greve em razão de problemas no sinal digital da televisão, a Superintendência não consegue responder as demandas de servidores e alunos.

A insatisfação do corpo de servidores e estudantes é geral. A reitora Ângela Paiva delegou as respostas às reivindicações do movimento batizado de #RespeitemATVU ao superintendente da Comunica José Zilmar Alves da Costa, mas tem sido insuficiente.

A Reitoria precisa se manifestar publicamente sobre o episódio que já ultrapassou a esfera da universidade. Não dá para defender a democracia para fora e, internamente, agir de maneira intransigente e sem diálogo com a comunidade acadêmica, especialmente quando o que está em jogo é a comunicação pública.

Confira a nota na íntegra:

Nota do Fórum de Servidores da Comunica sobre a crise da comunicação pública na UFRN

O apagão no sinal digital da TV Universitária no momento do desligamento da TV analógica expõe o descaso da Superintendência de Comunicação (Comunica) com os meios de comunicação operados pela UFRN. A mobilização dos estudantes bolsistas e voluntários que atuam na emissora reacende o debate que nós, servidores da Comunica, iniciamos durante a greve de 2015 em carta aberta à comunidade.

Ao longo dos anos, vimos os problemas se acumularem na Comunica e atuamos em condições cada vez mais precárias, seja pela falta de planejamento ou pela completa ausência de um processo de avaliação do trabalho e, ainda, pela falta da promoção de espaços de diálogo com a equipe de servidores que operam a rádio Universitária FM, a TV Universitária e a Agência de Comunicação.

Propomos o envolvimento da comunidade em um debate sobre o futuro das nossas emissoras de rádio e televisão abertas e da própria gestão da comunicação institucional da UFRN. Entendemos que existe um conflito entre o papel historicamente desempenhado pelos veículos de comunicação pública e o proposto pela política de comunicação recém-aprovada pela instituição – de cuja elaboração fomos excluídos e que prioriza a comunicação institucional em detrimento dos interesses do conjunto da sociedade.

Precisamos retomar ainda o diálogo sobre as 13 reivindicações apresentadas em 2015, uma vez que boa parte delas jamais foi atendida, como o funcionamento do Conselho Consultivo da Comunica; a ausência de mecanismos de gestão participativa, planejamento e avaliação do conteúdo produzido pelos veículos e a modernização de processos de trabalho, atualização profissional e tecnológica.

Por fim, reforçamos nosso apoio ao movimento “Respeitem a TVU” e entendemos que toda forma de retaliação aos estudantes que o promovem é também um ataque à história e ao patrimônio que representam este que é o veículo pioneiro na radiodifusão potiguar.

Fórum de Servidores da Comunica

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Jornalista e autor da biografia "O homem da Feiticeira: A história de Carlos Alexandre"