Ministério Público pede busca e apreensão de armas do grupo ‘300 do Brasil’
Natal, RN 19 de jun 2024

Ministério Público pede busca e apreensão de armas do grupo '300 do Brasil'

14 de maio de 2020
Ministério Público pede busca e apreensão de armas do grupo '300 do Brasil'

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O Ministério Público do Distrito Federal entrou com uma ação na Justiça para que o grupo "300 do Brasil" seja alvo de busca e apreensão para que sejam recolhidas todas as armas de fogo irregulares que estejam em posse do grupo.

O pedido tem como base a confissão da líder do grupo, Sara Winter, de que entre os integrantes do acampamento existem Caçadores Atiradores e Colecionadores (CACs) que estão em posse de armas de fogo. O MP também pede que o governo do DF seja obrigado a utilizar "o poder de polícia para resguardar a segurança pública, e evitar a mobilização de milícias armadas no Distrito Federal".

O grupo "300 do Brasil" está fazendo treinamentos paramilitares, onde ensinam técnicas de desobediência civil e serviços de inteligência antirrevolucionária.

A denúncia do MP, mostra que o grupo pediu para que seus participantes, levassem ao acampamento montado na Esplanada dos Ministérios, “itens que você levaria para uma guerra na selva”, demonstrando assim que o grupo tem agido nos moldes semelhantes à milícias.

"A presença de milícias armadas, conforme noticiado nos veículos de comunicação, na região central da Capital Federal, representa inequívoco dano à ordem e segurança públicas", afirma o MP.

Outro ponto apresentado no documento é a saúde pública em meio à pandemia de Covid-19. Segundo o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS), a medida mais eficaz para conter a pandemia, que já levou mais de 13 mil pessoas a óbito no país, é o isolamento social.

O grupo 300 do Brasil, entretanto, além de não respeitar o isolamento enquanto acampados, organizam e participam de manifestações por Brasília, aumentando o perigo de contágio da Covid-19.

"Exterminar a esquerda" é o principal objetivo 

Acampado nos gramados da Esplanada dos Ministérios, em Brasília, o grupo bolsonarista "300 do Brasil" tem difundido discursos e práticas golpistas de inspiração paramilitar.

Além de ter entre seus membros gente que defende o fechamento do Congresso e do STF, líderes do movimento dizem que um de seus principais objtivos é "exterminar a esquerda", além do fim da corrupção, o respeito à soberania nacional e a insurreição contra medidas de distanciamento social adotadas por governadores como forma de impedir o avanço da pandemia de Covid-19.

O grupo se organizou por redes sociais e aplicativos de conversa e conta com apoio de parlamentares alinhados ao governo, como as deputadas federais Carol de Toni (PSL-SC) e Bia Kicis (PSL-DF), duas ativas defensoras de Bolsonaro na Câmara, que foram ao acampamento e discursaram para os presentes.

O grupo já é alvo de investigação pela Procuradoria-Geral da República, que respondeu a um pedido de abertura de inquérito por suposta "formação de milícia" apresentado por partidos de oposição a Bolsonaro.

O senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente, também endossou publicamente o acampamento.

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