CIDADANIA

Estudantes da UFRN precisam andar a pé no campus de Natal, com apenas um ônibus circular em funcionamento

Estudantes do campus Central da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) denunciaram que, além de acabar com a gratuidade da linha circular, a Prefeitura de Natal disponibilizou apenas um ônibus para a comunidade acadêmica. Nesta segunda-feira (6), a situação se revelou ainda mais grave: os alunos se viram obrigados a irem a pé até salas de aula e laboratórios, já que o único veículo fica parado por mais de uma hora entre as viagens.

A UFRN contava com oito carros que trafegavam em dois sentidos: direto e inverso. Sem as aulas presenciais, o serviço foi interrompido durante a pandemia. Neste mês de dezembro, a Secretaria de Mobilidade Urbana (STTU) anunciou a volta do circular, mas esqueceu de avisar que instituiria a tarifa de R$ 3,20 na linha 588, surpreendendo a todos.

“Eles relatam que só existe um ônibus rodando e que o que deveria passar hoje às 9h25, entrou em intervalo, fazendo com que eles esperassem 1 hora pra poder ter acesso à universidade. Os estudantes tiveram que ir a pé para o campus, correndo riscos, e esse é mais um relato de falta de comprometimento com os horários e com a necessidade dos estudantes. Uma linha que antes feita para nós, agora nos deixa à mercê, inclusive, da boa vontade da STTU para conseguir ter acesso a nossa universidade. Basta disso!”, denunciou o Diretório Central dos Estudantes em publicação nas redes sociais.

De acordo com o coordenador do Diretório Central dos Estudantes (DCE-UFRN) Lorran Silva, apesar das duas manifestações realizadas pelos alunos, a STTU não se disponibilizou a dialogar com o grupo.

Na sexta-feira (3), representantes do DCE solicitaram junto à Reitoria da UFRN uma reunião com a presença Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) e a Comissão de Mobilidade Urbana da Câmara Municipal, mas o encontro ainda não tem data para acontecer.

“A Reitoria já se pronunciou pela gratuidade do Circular e a responsabilidade do transporte urbano municipal, dentro do campus ou não, é da STTU. O problema é que a própria STTU não tem controle concreto, no sentido da lei, porque não tem contrato com o Seturn [Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos], que atua sem contrato. Então, as empresas acabam fazendo o que querem, o que os patrões desejam”, detalhou.

A Universidade comunicou que a gestão universitária tem dialogado com a Prefeitura do Natal, o Seturn, a Procuradoria Federal, o Ministério Público Federal, o Ministério Público do RN, a Defensoria Pública da União e a Defensoria Pública Estadual.

A Agência Saiba Mais tentou contato com a STTU, que não deu qualquer retorno até a publicação desta matéria.

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Isabela Santos é jornalista e repórter da agência Saiba Mais