DEMOCRACIA

UP/RN aprova pré-candidaturas negras e periféricas para Senado e ALRN

Com um programa compromissado com a população negra, que constitui a maioria dos filiados à sigla, a Unidade Popular (UP) definiu pré-candidaturas negras, periféricas e ligadas à luta por moradia nos bairros, vilas e favelas no Estado do Rio Grande do Norte. A decisão aconteceu nesta terça-feira (31), em reunião dos diretórios.

Em sua segunda participação em eleições desde a conquista do registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 2019, o partido aprovou as pré-candidaturas de Samara Martins para o Senado e de Marcos Antônio para deputado estadual, além do apoio à Natália Bonavides (PT) para Câmara Federal e a indicação de voto em Daniel Morais (PSOL) ao Governo do Estado.

Mesmo sendo ainda jovens, decidimos dar passos ousadas e lançar uma pré-candidatura ao senado, que acompanha uma pré-candidatura à presidência da República, com Leonardo Péricles”, avalia a pré-candidata ao Senado, Samara Martins, que é presidenta estadual da sigla no RN e vice-presidenta nacional. A avaliação do partido, segundo Samara, “é de se concentrar em poucos candidatos para poder apresentar a Unidade Popular para as pessoas”.

Samara é presidenta estadual e vice-presidenta nacional da UP, militante do Movimento de Mulheres Olga Benário e do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) e dentista do Sistema único de Saúde (SUS). Marcos Antônio é morador da Ocupação Valdete Guerra, coordenador estadual do MLB e lutador social há mais de 10 anos.

Para Samara, disputar esses espaços é importante, “porque a política convencional é feita das mesmas pessoas, que vem normalmente das mesmas classes”. Dessa forma, acredita que seu nome quebra a lógica das oligarquias que ainda se mantém na disputa nas eleições desse ano no estado, e, também, “para demarcar um programa popular, que seja pautado no povo pobre, no povo preto, no povo que mais sofre. Então é também uma campanha antirracista que apresenta uma mulher negra para disputar esse espaço”, enfatiza Samara.

Acreditamos que é possível construir uma sociedade mais justa, em que o povo possa de fato participar das decisões, porque sempre decidem sobre nossas vidas sem nós”, conclui a pré-candidata ao Senado pela UP.

Em novembro do ano passado a pré-candidatura de Leonardo Péricles já havia sido anunciada pela UP, como o único candidato negro a concorrer à presidência. “Nossas candidaturas no país inteiro cumpre o papel, também, de denunciar a tentativa de golpe eminente e de fazer a defesa de uma agitação contra a militarização do nosso país, fazendo uma contraposição a esse plano de nação que os militares apresentaram de estarem no poder até 2035”, afirmou Samara.

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