ENTREVISTA

Conheça Rosália Fernandes (PSTU), pré-candidata ao Governo do RN que propõe plano de obras públicas para gerar emprego e renda

Como uma opção socialista, Rosália Fernandes se apresenta como pré-candidata a governadora do estado do Rio Grande do Norte pelo PSTU, legenda a qual se filiou no ano 2000. Com 55 anos, já concorreu à Prefeitura de Natal e a vaga na Assembleia Legislativa. Atua no movimento sindical da saúde e faz parte das executivas estadual e nacional da CSP Conlutas.

Sua atuação política começou no movimento estudantil da Uern, em Mossoró, quando participou da luta pela estadualização da instituição. Começou a carreira no serviço público como auxiliar de enfermagem, em 1986, e hoje é assistente social no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel.

Apesar do contato rotineiro com pessoas em vulnerabilidade social, não acostuma o olhar às desigualdades. Nesta segunda-feira (4), começou a entrevista concedida ao Programa Balbúrdia se emocionando ao falar das ocupações urbanas atingidas pelas fortes chuvas do último final de semana na Região Metropolitana. E lembrou que só cresce o número de pessoas em situação de rua.

“Nesse período da pandemia, não tem um dia sequer que não tenha pessoas internadas que vivem em situação de rua. E nesse período de chuvas, elas não têm nem mesmo a rua para ficar. A situação é muito grave, é de calamidade”, lamentou.

A proposta para gerar emprego e renda é criar um plano estadual de obras públicas. Isso inclui construção de casas populares, escolas, creches, hospitais, UPAs e estradas.

“Um exemplo claro: nessas chuvas, tetos de hospitais caíram, muros”, menciona, sugerindo a contratação trabalhadores que estão desempregados, gerando renda além da infraestrutura que o estado precisa.

Política

Rosália critica o governo Fátima Bezerra e as alianças que estão sendo desenhadas para as próximas eleições. Ele destaca que apesar de não estar na chapa que venceu com a governadora em 2018 (PT-PCdoB), políticos de direita fazem parte dos acordos.

“A origem de Fátima é popular. Isso é inegável. Porém a sua trajetória é política e a sua condução enquanto é governo não é popular, porque a aliança que ela tem feito não é com a classe trabalhadora”, disparou a pré-candidata.

Segundo ela, agora, a atual chefe do Executivo se alia aos Alves, por meio de Walter (MDB), provável vice na chapa e que votou a favor d golpe contra Dilma Rousseff e recentemente pelo ensino domiciliar, além de Carlos Eduardo (PDT), “um bolsonarista que se diz estar arrependido”.

Confira o Programa Balbúrdia e a entrevista completa:

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Isabela Santos é jornalista e repórter da agência Saiba Mais