DEMOCRACIA

Natalenses foram às ruas contra Bolsonaro em dia de visita do presidente à capital potiguar

A indignação com o aumento da fome, o alarmante número de desempregados, a queda da renda, a desnacionalização das principais riquezas do país e as ameaças à realização das eleições ganharam as ruas do Brasil neste sábado (16). No Rio Grande do Norte, centenas de natalenses ocuparam as principais ruas do centro da capital potiguar. O ato foi também um contraponto à vinda do presidente Jair Bolsonaro à Natal.

Um ato nacional contra o Bolsonaro e contra o golpe, que em Natal acabou tendo esse caráter mais direto, por conta da presença dele aqui mais uma vez. Em nenhum outro momento, havíamos conseguido, nas visitas dele, fazer alguma intervenção, fazer algum ato. Dessa vez a gente conseguiu e foi bastante importante”, avalia a presidenta estadual da Unidade Popular, Samara Martins.

Com a participação de diversas organizações políticas e partidárias, movimentos estudantis e mandato parlamentar, o ato se concentrou no Viaduto do Baldo e seguiu em caminhada até o centro da cidade. “O que a gente percebeu é que há uma rejeição grande a Bolsonaro. Mesmo sendo um dia em que os bolsonaristas estavam nas ruas, nosso ato recebeu muito apoio em seu trajeto. Muitas críticas ao governo atual e muita gente cantando Fora Bolsonaro junto com a gente. Uma comprovação que, de fato, Bolsonaro é o presidente mais rejeitado de todos os tempos na história”, afirma Samara.

Ato e concentrou no Viaduto do Baldo e seguiu em caminhada até o centro da cidade | Foto: Kivia Moreira (Jornal A Verdade)

Hoje, o povo potiguar foi as ruas para lutar contra a fome, o desemprego e a carestia. O Brasil não aguenta mais essa política criminosa de sacrifício, de aperto a classe trabalhadora. O Brasil precisa enfrentar esse política da fome, e nosso espaço de luta é a rua”, ressaltou o vereador de Natal, Robério Paulino (PSOL).

Para a organização do ato, a atividade acontece “num contexto de reforçar uma luta política que a gente tem feito de que o fora Bolsonaro e o combate ao fascismo tem que ser feito na rua. A gente não pode tranquilamente esperar dia 2 de outubro chegar para que ele aceite o processo eleitoral, que ele já disse que não vai aceitar. Os militares têm insistido na tecla de que não vão deixar o poder e que vão ficar até 2035”, pontua a dirigente da UP no Rio Grande do Norte.

Ocupar as ruas é a saída para tirar esse fascista do poder e pôr fim a esse regime de morte e repressão”, considera o Diretório Central dos Estudantes da UFRN, DCE José Silton Pinheiro.

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