OPINIÃO

Fábio Dantas : o Íkaro do bolsonarismo local

O senhor Fábio Berckmans Veras Dantas, filho de uma das mais forte lideranças do agreste, Arlindo Dantas, ex-prefeito de São José de Mipibu, parece acreditar que a lorota é um importante ingrediente nessas eleições. Nesse aspecto parece se orientar, mesmo que não oficialmente pelo “chefe” da horda que sustenta sua candidatura: os bolsonaristas-fascistas.

Obviamente que o senhor Fábio Dantas não é fascista e seu histórico demonstra isso, afinal chegou até a ser membro do PCdoB, quando precisou de uma “guarda-chuva” para a sua sobrevivência política, ele que foi o vice-governador, quando da desastrosa administração de Robinson Faria.

Fábio Dantas, que saiu do PCdoB, rompeu com o governador; tentou, sem sucesso se viabilizar como candidato ao governo em 2018; entrou no Solidariedade em 2019; assumiu o cargo de Diretor Geral da Federação de Municípios do RN-FEMURN, ainda em 2019 e agora encabeça uma aliança do que de há de mais putrefato na política do RN, imagina que sua retórica será capaz de embriagar ou inebriar os mais de 2,5 milhões de eleitores do RN.

O ex-vice-governador, utilizando o “modus operandis” do bolsonarismo, ataca furiosamente a gestão do PT e especialmente a governadora. Busca, com isso, consolidar o apoio dos bolsonaristas de plantão e dos “bolsonaristas-raíz”, desconfiados dessa sua adesão; atrair o voto reacionário e conservador, muito forte nos espaços urbanos (Natal, Parnamirim e Mossoró); obter o apoio dos prefeitos, boa parte deles seduzidos pela dinheirama vinda sabe-se lá de onde, mas que tem o carimbo do Orçamento Federal; e convencer os desinformados de que o atual governo é tudo que não presta. É uma tarefa árdua.

Atuando como um franco atirador, Fábio Dantas tenta alçar voos mais ambiciosos. Quem sabe entrar em definitivo no restrito grupo dos “caciques” locais, que detém, na prática, uma forte influência sobre o aparelho estatal, algo que Fátima não conseguir reverter, até porque, ao que consta ela não tem superpoderes. Rupturas nas estruturas de poder não ocorrem pelo voto e, pela via da governança, pode levar décadas para serem efetivadas. Assim é que é, e não adianta ataques de pelancas e nem ranger os dentes.

Até agora Dantas aparece como uma figura secundária no processo eleitoral e Fátima continua firme e forte rumo ao segundo mandato. Mas urnas são urnas. De qualquer forma o fato de que o democrata Fábio Dantas aceitou o acolhimento político das forças mais sombrias da política potiguar, dá mostras que nossa “elite” só tem escrúpulos quando exigem isso do outro.

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